Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Eu, meus linfonodos cervicais e meu linfoma imaginário! (RESULTADO DE EXAMES).

Eu, meus linfonodos cervicais e meu linfoma imaginário! (RESULTADO DE EXAMES).

No mais que terrível mês de junho, além de quebrar uma taça de cristal com a minha mão direita (atualmente apelidada de “mão ferrada”, pois não consigo sequer assinar meu próprio nome como antes) eu fiz uns piercings nas orelhas (não me perguntem o porquê, embora o início deste parágrafo responda a questão: “mais que terrível mês de junho”...).

Graças aos furos passei a dormir com minha ursinha de pelúcia no pescoço e com as orelhas em meios as suas pernas.

Um belo dia estava pedalando e fui massagear meu próprio pescoço (a parte ruim de ser solteira é ter que se automassagear!). Dormir com a ursa estava me matando! Todavia, encontrei um volume anormal no meu belo pescocinho: os linfonodos de ambos os lados estavam inchados.

Fui ao plantão do hospital particular onde suturaram minha mão de modo a "ferrar-lhe", consultar, afinal não havia sinal de inflamação na minha orelha. O médico não solicitou nenhum exame, disse apenas que eu deveria acompanhar a evolução do problema.

Dias após, a orelha direita teve inflamação, então, conclui que o inchaço dos linfonodos “vinha” disso!

Tratei e a inflamação passou em menos de 15 dias.

Parei de observar meus gânglios linfáticos e a vida fez o que ela faz: seguiu.

Recentemente minha mãe foi para Passo Fundo/RS visitar meus avós. Fiquei sozinha com os gatos usufruindo de tédio e ansiedade. Comi muito mais do que como cotidianamente e gastei muito com doces e “lanches”! Além de álcool, né amores?! Faz parte, até mesmo porque não é só minha mão direita que está ferrada neste ano! (...)

Aliás, só não gastei mais em comida e chocolate porque fiz bastante sexo naquela semana (saudades dela!).

Bueno, minha mãe chegou e concluiu que eu estava mais magra!

E meus gânglios cervicais bem felizes e exibidos no meu pescoço magro.

Estava eu com meu 1,69 aparentando ter 1,79, “virada” em peito e coxa, como um frango light. Pernas finas, barriga negativa e com bolinhas no pescoço.

Não tardou para eu ir ao Google e concluir que eu estava morrendo.

Causa mortis? Linfoma!

Sentia fadiga, cansaço, suava à noite mesmo com o ar condicionado ligado, enfim, eu estava morrendo.

E então, eu que já quis “sumir pra sempre” tantas vezes fiz um retrospecto da minha vida e conclui que eu não quero morrer! Tenho muito que fazer, errar, cair, me levantar, aprender, crescer e viver, afinal a vida é tudo isso e uns orgasmos de vez em quando!

Não tenho mais plano de saúde. Então, graças a uma amiga enfermeira do GDF, fui consultar sábado passado.

Eu sequer sabia que linfonodos do pescoço inchados levam a suspeita de infecções sexualmente transmissíveis (novo nome para as velhas DSTs). Fiquei até "ofendida" com a requisição de exames de problemas que eu sei que não tenho.

Nos exames de urgência feitos na unidade básica de saúde deu o que eu já sabia: negativo para tais infecções, todavia o médico me solicitou outros exames.

Descobri, então que existe uma correlação clínica entre tais problemas (nódulos do pescoço inchados e “DSTs).

Por que eu sabia que não poderia ter nenhuma doença dessas?

Desde 2016 eu uso camisinha com todos os meus parceiros. E em tal ano meus exames também estavam 100% positivos!

Uso preservativo com todos.

Cuido da minha saúde bucal, pois a certos riscos eu não faço objeção.

Mas, vamos fazer uma análise lógica do meu "modus operandi" de acompanhante de luxo madura, empoderada e inteligente?

Sim, vamos:

Tornei-me cortesã em 2016 por livre, espontânea e grande vontade. Decepcionada com a sociedade patriarcal, resolvi lucrar com minha beleza e desejo sexual elevado.

Não queria mais me apaixonar.

Não queria mais ser prejudicada por homens casados que não aceitavam os meus "não" como resposta e me prejudicavam profissional e financeiramente.

Me emputeci com a vida e virei puta, em suma!

Comecei cobrando R$ 500,00 a hora. Nunca fui caçar clientes na noite, pelo contrário, não me exponho a riscos em hipótese alguma!

Nada de festas. Nada de boates. Nada de lugares com mais de um homem. Nada de residências de homens ou motéis com estranhos. Nada de nada após às 22 horas!

Homens que, em 2016, podiam pagar tal valor, de regra, também têm plano de saúde. São bem empregados, no mínimo. A maioria casada ou comprometida. Há uma dedução de que esses caras cuidam da sua saúde!

Isso sem falar no fato de eu selecionar com quem me encontro: pela foto, pela forma de me abordar, pelo português, pela fineza, pela educação e, ainda, quando não atraída pessoalmente, dispensar sem dar sequência ao encontro.

Eu estabeleci uma forma de ser prostituta de luxo que me garante mais prazer do que lucro.

Não acho ruim, me mantenho segura, em paz com a minha consciência e saudável física e psiquicamente (transtorno de ansiedade eu sempre tive!), apesar de financeiramente apertada (não à toa o médico que consultei é do SUS).

Hoje eu cobro imódicos R$ 850,00 a hora.

E sou muito mais seletiva do que era, inclusive bloqueei os homens que envelheceram entre 2016 e 2019.

Acho meio óbvio que um homem que, além de atraente, bonito e letrado, tenha tal valor para usufruir uma mísera horinha comigo, cuide da própria saúde!

Isso sem contar a pouca variedade de parceiros que tenho.

Conto nos dedos!

Uma mulher solteira e festeira transa mais do que eu numa semana. E, haja vista o teor etílico de muitas que conhecem estranhos em baladas, duvido que a camisinha não seja esquecida em vários casos.

Como eu disse para a minha amiga enfermeira: "Eu não corro mais riscos de ter infecções sexualmente transmissíveis do que qualquer mulher solteira que transa gratuitamente por aí!".

E é verdade.

Aliás, que homem casado, bem sucedido, letrado e inteligente- como aqueles com quem convivo- arriscaria passar qualquer doença para a esposa? Homens casados, quando traem, tendem a se cuidar muito mais do que qualquer cara solteiro e baladeiro.

O mesmo serve para as mulheres casadas que traem seus maridos.

De mais a mais, homens que vem até mim, que são recebidos por mim e continuam "comigo", não são do tipo "putanheiros", enfim, daqueles que traem suas esposas cotidianamente com prostitutas ou "não-prostitutas". São sóbrios, espertos e seletivos. É o que a minha pessoa impõe. É o que os atrai: a curiosidade de estar com uma mulher segura que faz o que quer, com quem quer. Uma mulher igualmente sóbria e nada leviana.

Os exames laboratoriais- pelos quais acabei pagando bem caro, pois os fiz num laboratório particular, afinal queria meu diagnóstico logo- apontaram que estou com hipotireoidismo.

Relação disso com os linfonodos aumentados desde junho? De início, nenhuma, todavia tenho uma ecografia de tireoide para fazer.

Emagreci ao invés de engordar, mas a fadiga não é porque estou morrendo: a culpada é a minha tireoide.

Os linfonodos?

Continuam ali, palpáveis. Mas o médico disse que não é nada preocupante e que devemos “acompanhar” o tamanho deles. Pelo visto o caso só se torna preocupante quando os gânglios estiverem enormes.

A parte boa é que meu linfoma era imaginário.

Não estou morrendo, só estou com o TSH nas alturas.

As “bolas” próximas da minha orelha estão ali, felizes e belas.

Para o resto há explicação e, a respeito dela, o Dr. Google nada me disse.

A síntese?

1- Na dúvida consulte um médico;

2- Não dê demasiado ibope ao Google e as suas paranoias;

3- Lute pelo SUS com unhas e dentes, porque ele é um avanço descomunal na nossa legislação. É falho, mas salva vidas!

4- Apalpe o seu pescoço, porque linfomas podem matar! Infecções sexualmente transmissíveis também, quando ignoradas e não tratadas. Se toque! (Não só lá embaixo, garotada!).

Enfim, cuide da sua saúde, mas não pire!

* Para fins de transparência, seguem abaixo os resultados dos meus últimos exames.* 
















Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 19 de setembro de 2019.

Exames de sangue, consulta médica e um reencontro para alegrar a quarta-feira!

Bom dia adoráveis leitores e leitoras do Brasil e do mundo!
Minha semana foi basicamente dedicada a exames e preocupações que se mostram inócuas após a consulta médica.
Ah, também fui cortar o cabelo no Instituto Hélio. Cabeleireiro incrível, deu um toque de modernidade nas minhas melenas e franja! Eu já disse pra vocês que sempre curti cortes diferentes dos da maioria das mulheres com síndrome de Sansão? Pois bem, curtos, franjas e etc. estão dentre minhas predileções desde que me tornei uma mulher segura de si. Antes eu queria ser "adequada".
Enfim, amei o profissional e o visual!
Fiz meus exames de sangue segunda e ontem à tardinha minha amiga conseguiu um encaixe para o médico ler meus exames. Estou com hipotireoidismo, apenas. Colesterol e triglicerídeos elevados, inclusive, mas pode ser em decorrência da tireoide. 
Os linfonodos do pescoço inchados, segundo ele, estão muito pouco volumosos, devemos acompanhar. Não tenho nenhuma infecção, menos ainda infecções sexualmente transmissíveis. Não tenho nenhum problema odontológico capaz de inchá-los. Apesar da "pequenez" do inchaço ele solicitou uma ecografia de tireoide. Vou tomar os remédios por uns dias antes de fazê-la.
Um amigo médico havia me dito o mesmo mais cedo. Contatei-o por WhatsApp, pois preocupada e na crença de que só teria os exames avaliados na próxima semana.
Enfim, estou fisicamente bem, apesar de ter emagrecido (sim, contrariando a "lógica" do hipotireoidismo, afinal cada organismo é único!). Eu estava certa de que tinha linfoma, mas pelo visto meus linfonodos não parecem clinicamente preocupantes. Um câncer era o que faltava para terminar esse ano horrível na minha vida de brasileira com senso crítico!... Risos...
Ah, por falar em ano horrível! 
Venho recebendo "ois", "oi meu amor" e coisas do tipo por parte de caras horrendos. Meu bolso dói, mas minha psichê preferiria a morte a ter que desenvolver assunto com qualquer um destes bípedes circunstanciais. 
Apenas ontem a noite tive um encontro!
Mais um parceiro conhecido de longa data que sempre que está em Brasília me contata. Fui ao hotel encontrá-lo! Me esperou no bar da cobertura, um dos meus preferidos na cidade. Tomei um gin tônica, ele duas cervejas, conversamos um monte e descemos ao quarto inspirados!
Já no elevador nos entregamos a ardentes e deliciosos beijos.
Chegando ao quarto ele me colocou de costas, arrepiou-me beijando meu pescoço, abriu o zíper do vestido e pediu para eu me deitar. Me beijou inteira, tirou minha calcinha e seguiu me chupando. Acarinhou meu cuzinho com a língua, virou-me de frente e me chupou! Me sentiu gozar várias vezes!
Excitadíssimo que estava tirou a calça e a cueca. Eu queria chupá-lo, mas ele propôs um 69! Quando ele estava quase gozando pediu para eu parar, pois queria me comer. Alcancei-lhe a camisinha que estava dentro da minha bolsa próxima a mim, no chão. 
Ele colocou o preservativo e eu sentei no pau dele. Gozei de imediato de tão excitada que estava! E segui gozando e fazendo squirts sentindo-o todo em mim. Ele resistiu, mas logo "rendeu-se". 
Deitei ao seu lado, ele pegou uma água para a mim. Estava com sede! Conversamos mais um tempo, fui tomar um banho e, após nos despedimos e eu vim pra casa feliz e contente, com a pele resplandecente!
Não escrevi nada ontem, pois estava com preguiça...Risos... (Verdade seja dita!). Ademais, venho dormindo cedo ultimamente. Estou fazendo questão de manter essa "rotina" que um dos meus remédios para a Ansiedade me proporciona, mais especificamente o Donaren. 
Em tempos de dificuldades, estresse e governo vergonhoso dormir é uma benção!
Cuidar da saúde física e psíquica também! 
E nisso o SUS ajuda. O sistema de saúde gratuito brasileiro tem seus problemas, mas é de grande valia em incontáveis casos.
Bem, vou arrumar-me para ir à Mimos da Joce trabalhar!
Tenham uma linda quinta-feira!
Beijos de luz!

domingo, 15 de setembro de 2019

‘Revolução Laura’ e o ‘nada de novo no front’ na nossa nação de iludidos iludíveis.

‘Revolução Laura’ e o ‘nada de novo no front’ na nossa nação de iludidos iludíveis.

Eu não tenho ídolos.
Para ser bem sincera nem me lembro de ter tido algum deles na vida. 
Certamente nunca idolatrei cegamente ninguém.
Nenhuma pessoa.
Nenhum líder.
Nenhuma ideologia.
Nenhum credo.
Nenhuma religião.
Nos tempos atuais posso parecer desagradável aqui, mas não deixarei de estar presente assinalando o meu pensar e a minha verdade.
Se inteira acerca deles quem quer e gosta.
(Quem não gosta e ainda assim o faz, sugiro que procure um psiquiatra!).
Eu verso contra o machismo e a misoginia dos quais eu sempre fui vítima.
Verso contra o racismo.
Contra o genocídio negro.
Verso contra o fascismo e também contra o mainstream e as injustiças sociais.
Pois, Manuela d'Ávila lançou recentemente um livro chamado “Revolução Laura”.
Basicamente ele trata de sua trajetória como mãe e a relação com a filha de 2 (dois) anos ao longo de sua aventura nas eleições passadas. 
Manu começou a sua carreira política em 2004 como vereadora de POA. Foi deputada federal pelo RS e elegeu-se deputada estadual em 2014, abstendo-se da candidatura à prefeitura de POA em 2016 para cuidar de Laura que tinha 5 meses de idade. 
Ao contrário da maioria das brasileiras ela foi mãe quando estava extremamente estruturada, com quase 40 anos de idade.
Analisando os anos de trabalho e bons rendimentos amealhados, pode-se dizer que ela tinha uma conta bem polpuda quando se absteve do “trabalho” (candidatura à prefeitura de POA) para se dedicar à maternidade.
Seu marido é um músico renomado no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Manu é filha de desembargadora e de professor de universidade federal.
Ou seja, é herdeira de um nicho de intelectuais, logo, não me espanto que tenha enveredado pela Política desde jovem.
Ora, minha gente, ela exercitou/exercita a maternidade com privilégios que poucas mulheres possuem!
E sim, eu gosto muito dela!
Muito, muito mesmo.
Ocorre que, valendo-me de uma análise acerca de obviedades e cultura política brasileira, a minha pergunta aqui é: cadê a “revolução” da história dessa mãe brasileira?
“Ah, mas eu gosto da Manu! Vou comprar e ler o livro, pois apoio a Manu...”.
Aham, eu entendo você!
Esse raciocínio não difere muito daquele de quem leu sobre meus livros e decidiu não adquiri-los, afinal “pra que vou ler outro livro de ‘puta famosa’, se já teve o da ‘Surfistinha’?!” ou dos que pensam que “toda puta é igual, só quer dinheiro”.
Trata-se de conceito baseado em preconceitos: num caso positivo, noutro negativo.
Bem, já que falo de figuras políticas, digo que eu, por exemplo, gosto do Ciro e discordo de centenas de atitudes dele.
O mesmo do Lula, que quero livre por apreço à Constituição e ao devido processo legal.
Inclusive, foi o melhor presidente que o país já teve, não à toa desperta tantos sentimentos redundantes em seus oponentes que fomentaram a histeria antilulopetista.
Lula merece ser libertado, pois está preso por um processo de cartas marcadas.
Preso sem provas e injustamente.
Eu respeito o Estado Democrático de Direito, portanto o quero livre.
Eu respeito a razoabilidade.
Respeito o bom senso.
Respeito o senso crítico particular de cada cidadão deste país.
E respeito até a lógica ilógica que só diz respeito a você!
E é essa incoerência que trato neste texto: os “herdeiros da pampa pobre”, aqueles que vieram de famílias desabastadas financeira, cultural e intelectualmente, via de regra, sempre estiveram longe das esferas do Poder neste país.
O nosso sistema é previsível, elitista e politiqueiro, até porque a massa é manipulável e iludida.
Iludível, sobretudo!
Ademais, o brasileiro fomenta atitudes populistas e aqui falo das atitudes lulistas, bolsonaristas e manuelistas!
Estude um pouco acerca do pedigree da maioria dos políticos brasileiros e descubra que raros são os que contrariaram a lógica de que “os de cima sobem e os debaixo descem”.
Raras são as Marielles e os Davids Mirandas na política brasileira! 
No fundo tudo é muito, muito previsível no nosso sistema e aparentemente o povo apoia essa “convencionalidade”, afinal, deste simples “exemplo” uma foi executada e o outro vive sendo perseguido pelos “cidadãos de bem” que sabem de pouco a nada da sua trajetória. 
Nesse sistema ao qual me refiro, alguns são excluídos, outros não.
Alguns são respeitados, outros são colocados à margem.
Alguns são “dignos” de pompas por qualquer banalidade que façam, outros não são dignos de nada.
“Revolução Laura” consiste na narrativa de uma mãe branca, feminista, classe média, pertencente à elite cultural gaúcha, inserida na carreira política desde novinha e que, gozando de boa remuneração, resolveu levar a filhinha consigo na campanha presidencial. 
Pergunto: como faria para seguir sua carreira política, se tornar famosa de ponta a ponta no país e, claro, jamais negarei isso, influenciar positivamente pessoas e mostrar a força de uma baita mulher e política idônea, se não fosse desta forma, vez que Laura tinha somente 2 anos quando Manuela aceitou a pré-candidatura a presidência pelo PC do B e, posteriormente, a concorrer como vice-presidente pelo PT?
Era isso o que lhe restava em tal momento, pois se Manu sempre se destacou como profissional e como feminista, era elementar que também o fizesse como mãe! 
Não vi novidade em sua conduta, para sintetizar o assunto.
Não percebi nada revolucionário, apenas o óbvio que, por sua vez, fez muitas pessoas ficarem boquiabertas e emocionadas quanto a ele (o assunto).
O brasileiro precisa parar de romantizar fatos, atos e pessoas.
Precisa usar o senso crítico!
Precisa pensar além do óbvio e, quem sabe um dia, não permitir-se cegar por nada ou por ninguém!
Se tivéssemos um povo com tal noção a política brasileira estaria livre de uma família de mafiosos políticos que hoje espalham vergonha mundo afora! 
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 15 de setembro de 2019.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Encerrando a semana com orgasmos de ouro!

Boa noite gente linda deste mundo que acompanha meu diário!
Quase toda semana que começa fraca, termina intensa pra mim, está foi uma que começa a acabar com muito suor, orgasmos e beijos na boca. Ou seja: da melhor forma possível!
Um parceiro que, comumente me encontra no começo das semanas, pode vir me ver agora, ao fim da tarde.
Esperei-o ansiosa e, praticamente excitada...
Tão logo ele chegou, abri a garagem para ele guardar o carro aqui dentro do condomínio e ele dirigiu-se ao meu apartamento, de terno, todo elegante e formal.
E, gostoso, principalmente!
Não trouxe os 3 kg de alimentos, pois não pode passar ao mercado e preferiu pagar os R$ 850,00 a perder tempo. Decisão sábia, com toda certeza!
Entramos no meu quarto aos beijos, quentes beijos! 
Ele me pegou no colo, colocou-me no meio da cama, tirou o paletó e o cinto e pediu se poderia amarrar meus pulsos sobre a minha cabeça. Haja vista que nossa "relação" é longa e a confiança recíproca, permiti.
Então ele me chupou da forma certeira e deliciosa com que sempre me chupa, mas aquela situação toda, eu despida (ele tirou meu vestido sabendo que eu não usava nada por baixo, pois ele era justo), braços imobilizados e ele com a boca entre as minhas pernas me chupando da boceta ao cuzinho- erguia minha derrière- me levou ao delírio incontáveis vezes!
Comigo nesta posição, ele tirou o restante da roupa, puxou-me para a beirada da cama, desamarrou meus braços e disse para eu me "aproveitar" dele. Estava excitadíssimo. Lindo, muito lindo de se ver!
Lambi suas bolas, vim com a língua até a sua glande e comecei a brincar com ela até que- como de costume- não resisti e, salivando, engoli-o inteiro! Ele quase urrou! Segui chupando-lhe, mas ele me disse que estava quase gozando e queria comer minha bocetinha.
Pegou o preservativo que estava no criado mudo, colocou e pediu para eu sentar sobre ele. Deu no que eu queria, pois sem dúvida meus orgasmos mais intensos são assim, sobretudo com aquele pau duríssimo no fundo da minha boceta.
Gozei, fiz squirts, gozei mais ainda e, após um tempo resistindo bravamente, ele entregou-se!
Deitei ao seu lado, suada e descabelada. Conversamos um bocado, rimos à beça e, então fui buscar-nos uma água. Ele viu o horário e foi tomar um banho, pois tinha um compromisso com amigos mais tarde.
Eu fiquei realizada, tomei uma ducha e segui assistindo série!
Bem, amanhã pretendo ir à loja ajudar minha mãe, ando sentindo certa fadiga até em repouso, pretendo consultar inclusive, porque além de tudo estou com os gânglios linfáticos do pescoço inchados sem nenhuma razão. E não é de agora! Haja vista uns papos das minhas tias com o médico da família, pretendo investigar a causa orgânica para o mal estar.
Creio que não seja nada, pois tenho organismo de super-herói: não costumo nem gripar!
Tenham todos um final de semana tão gostoso e orgástico quanto a minha sexta-feira!
Beijos de luz!

"Desjejuando"!

Boa tarde adoráveis leitores e leitoras!
Minha semana foi "sexualmente" tranquila: só fui contatada por homens pelos quais não me senti atraída, além, é claro, dos idiotas que não se informam direito e despertam meu asco.
Além disso, meu celular ficou na manutenção quase todos os dias fomentando um festival de desencontros.
Hoje pela manhã, porém, fui contatada pelo simpático parceiro que não gosta que eu narre aqui nossos "dates"! Eis que a semana não termina totalmente assexuada... Risos...
Praticamente não fui ao atelier com minha mãe, pois ela está desde terça-feira desmanchando as caixas de mercadorias que trouxe de Passo Fundo. Compramos outra prateleira, inclusive.
Ela trouxe a placa, ficou linda!
Amanhã instalaremos e eu voltarei a "artesanar". Semana que vem, após ajustarmos a iluminação do ambiente, faremos a inauguração oficial!
Pretendo, também, ir comprar os alimentos e entregá-los com minha mãe que não encontrou tempo essa semana e, no dia que pode, eu tive um encontro (hoje de manhã).
Bem, desejo à todos um final de semana de muita paz e alegrias!
Sigo maratonando Law and Order SVU, parando apenas para assistir alguns filmes que me indicam e eu acho interessantes. 
Ah! Por falar nisso, um amigo cinéfilo indicou-me Jacob´s Ladder, filme de 1990, nominado como "Alucinações do Passado" no Brasil. Assisti essa semana e achei interessante! 
Deixo a sugestão para quem ainda não assistiu!
Beijos de luz!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Sobre (des) confiança e desapontamentos.


Sobre (des) confiança e desapontamentos.

Esse é o pior ano da minha vida. Em 2019 vivencio um ano em que, apesar dos sórdidos pesares, eu sou uma mulher um pouco mais madura e experiente, mas nem por isso me sinto menos pequena e medíocre nesse momento em que lhes escrevo.
Leio textos de colegas escritores.
Vejo opiniões excelentes sobre política. Algumas mais sucintas e razoáveis do que outras.
Às vezes me identifico e concordo, noutras não. Mas respeito e eventualmente repenso o meu pensar. Todavia me vejo cercada por isso: opiniões, filosóficas ou jurídicas, acerca do atual e infame desgoverno.
Pela primeira vez em minha vida vivencio uma fase em que, apesar de saber quais são os meus princípios e valores, penso: “Mas escrever não é algo demasiado arrogante?”.
Querer passar o que penso adiante não seria uma espécie de prepotência ignorante?
Da arrogância típica dos seres que sabem de pouco a nada acerca da vida, mas creem-se donos da verdade?
Escrevo publicamente em redes sociais desde 2002/2003.
Apenas agora venho questionando a importância desses atos (escrever e divulgar meus escritos).
Seria isso uma crise de inspiração?
Não sei!
Se não sei de nada hoje em dia, menos ainda sei nominar esse cansaço e essa preguiça que me fazem querer estar calada virtual e socialmente.
A maioria dos textos que leio é de pessoas sensatas e, independente de suas preferências políticas, os sensatos são, no Brasil, afins em relação às críticas ao atual governo que nos adoece diariamente.
Penso em escrever sobre sentimentos, sobre desapontamentos, sobre dificuldades financeiras e sobre “apertos” diversos, mas penso: “Nenhum dos meus colegas (que escrevem para a revista Caos Filosófico) passa por isso, o Brasil está um caos, todavia ninguém quer ler nada correlato a tal assunto ou sobre o seu cotidiano de acompanhante de luxo que rema contra a maré da hipocrisia praticamente desacompanhada!”.
Dentro de todo esse quadro de "só sei que nada sei”, há meses uma pessoa entrou em minha vida, em teoria, de forma despretensiosa, demonstrando preocupação com minhas eventuais crises de ansiedade e dizendo-me querer, apenas a minha amizade, ainda que virtual.
Essa pessoa me disse que o mundo é repleto de seres maldosos e sem sensibilidade para entender a minha sinceridade e intensidade, e que, portanto, preocupava-se comigo, pois eu me "expunha" demais.
Ele me dizia de forma afável, quase paternal, que meus textos e "luta" contra o mainstream só serviam para me desgastar física e psiquicamente e que, no fundo, de nada repercutiriam em mudanças no mundo como ele é.
Exausta que eu estava, vi sentido em suas palavras.
Por outro lado, sempre fui muito densa e franca e sempre tornei públicos os meus sentimentos e pensamentos: de blogs até jornais semanais!
A escrita está presente em boa parte da minha vida adulta.
Não sei, no entanto, porque dei tanta atenção às opiniões de tal pessoa, mas ela me parecia boa apesar de alguns pesares que passou e que eu nunca entendi como “atos típicos de uma pessoa genuinamente bondosa”, mas me abstive de julgar-lhe, afinal, quem sou eu no mundo para julgar alguém?!
Eu já lhes falei que estive muito, muito, muito exausta psiquicamente neste ano? Pois então, foi neste contexto em que tal pessoa me procurou sem, por momento algum, demonstrar atração ou interesse sexual em mim. Surgiu sugerindo um médico carioca de rara sensibilidade para tratar distúrbios de ansiedade.
Esse indivíduo parecia-me amigável, justamente porque não tinha interesse em ter sexo comigo, chegando em minha vida apenas como um ser humano que sofre com o mesmo transtorno psíquico que eu (Ansiedade). Logo, aos poucos, conquistou o meu respeito e carinho, mas sempre frisando que era “diferente” e que eu não deveria me abrir tanto, pois muitos estão na internet para, perfidamente, acompanhar minha vida, vibrar com minhas desgraças e ignorar meu sucesso e louros.
O amigo em questão conheceu minha mãe e até o seu afeto conquistou!
Nunca “deitou-se” comigo, por outro lado teve, de mim, consideração e afeto: o que são, afinal, o despir de roupas e uns orgasmos perto do despir a alma, caro leitor?
A princípio nada ocorreria entre nós, pois, ao contrário dos “outros” homens ele não seria capaz de trair a esposa e, para ficar comigo, deveria estar separado dela. Logo, apenas vivenciamos um jantar, uma visita em minha casa, outra à minha mãe em nossa loja, uma manhã num clube e um segundo almoço.
Eu acreditei no que ele me dizia e achava que, todo sábado em que ele saia “fugido” da minha casa, era porque não queria cair na tentação da infidelidade. Achava aquilo meigo e romântico, tal qual eu sou. (Sim, no fundo no fundo e agora bem no raso: frise-se que eu sou!).
Embora, desde o primeiro encontro eu tenha lhe achado estranho, apesar de atraente e muito articulado, passei a crer em sua sinceridade, até porque suas palavras corroboravam a boa impressão que eu nutria. 
E foram muitas conversas virtuais! Foram muitas palavras que, agora sei, foram jogadas ao vento.
Todavia, ocorreram beijos e, após eles, era comum algo íntimo vir a ocorrer entre duas pessoas adultas e maiores de idade.
Mas ele fugiu novamente e não me contou que era sexualmente impotente.
Segundo ele isso se deu graças ao fato da esposa ser demasiado fria com ele.
Esposa com quem ele está há praticamente duas décadas!
Disse isso para mim- que estava confusa em meus pensamentos numa tarde ébria de domingo-, após ele ter saído correndo da minha casa na véspera. 
Senti nojo.
Nojo, raiva e sabe-se lá mais o que!
Até então, no entanto, eu acreditava nas dificuldades conjugais que ele me narrava, principalmente, via WhatsApp e não pessoalmente, como preferia dizer-me suas palavras doces de paixão.
Incrível como uma relação desprovida de contato físico e sexual pode nos afetar tanto!
Essa pessoa me fez desconfiar de todos que me acompanham em redes sociais, muito embora, até hoje, eu não saiba o nome dele on-line ou, mais especificamente, o perfil que ele usa para me stalkear.
Nunca transamos.
Nem perto disso.
Mas, num período horrível da minha vida, esse ilustre desconhecido aproximou-se amigavelmente de mim e da minha família (mãe), expôs-se e conquistou a nossa confiança.
Algo tão difícil de ser conquistado!
Sequer os profissionais que pago para isso conseguem fazê-lo, mas ele conquistou minha amizade num período que eu precisava de um amigo.
O cara que sempre frisava o quanto valorizava a minha autenticidade nunca me contou nada verdadeiramente íntimo a seu respeito. E, quando pôde, valeu-se das justificativas típicas de qualquer covarde para justificar a mantença do “status quo”.
Como estou hoje?
Feliz, pois contrariando o que tanto ouvi de seus lábios aptos à mentira: estou me "expondo" de novo! Ou melhor, estou fazendo catarse pela escrita, coisa que sempre me fez muito bem.
Autores escrevem por amor a escrita e necessidade psíquica, não para conquistar aplausos alheios. Escritores escrevem para mexer com os nervos das pessoas, para incomodar-lhes, não para agradar a massa. Do contrário a escrita seria inócua! Infelizmente, por algum tempo afastei-me de mim, pois entretida na lábia desta criatura obscura. 
Estou, porém ciente de que nada pode ser mais perigoso e passível de usurpação, decepção e dor do que dar a nossa confiança genuína para alguém. E esse texto é sobre isso!
É sobre estar frágil, perdida e frustrada e ser atraída pelo ombro amigo afável que, querendo ou não, lhe expõe a maldade do mundo, enquanto oculta a sua: não lhe “dá” nada de superior em troca, pelo contrário, mostra ser só mais do mesmo com pitadas de psicopatia! 
Era apenas um cara bonitão que criticava meus nobres clientes e deles distava por uma questão que nada tinha a ver com superioridade ética e moral, pois era meramente física e/ou psicológica: a falta de potência sexual.
Essa história lhes parece tragicômica?
Pois a mim parece!
O único homem que conheci nos últimos 3 anos e que parecia ser “diferente” dos demais, era sexualmente inábil.
E, sim, volto a expor o que sinto, penso e vivo nessa vida, porque se o que coloco no papel servir para uma única pessoa não se sentir só neste mundo insano, eu me considerarei realizada.
Essa é a base da vida de todo escritor: tocar uma alma!
Sei, hoje mais do que nunca, que não serão os sentimentos, as energias ruins e as palavras do hater que mora longe de mim que me farão sofrer, chorar e desconfiar da humanidade. O que faz isso são as palavras e a presença de um amigo que diz que ama a minha figura, mas é incapaz de amar a si mesmo.
Quem magoa a nós, escritores, cronistas, “pseudocelebridades” e etc. não são os medíocres que expõe seu ódio na internet, mas aqueles que entram sorrateiramente em nossas vidas e demonstram que, por mais que digam que admiram a forma verdadeira com que vivamos, não passam de mentiras. Mentiras escusas e acovardadas!
Ora, as pessoas nos magoam na medida em que lhes damos confiança e atenção.
Se sinto falta dessa amizade? Claro! 
Sinto falta de ter alguém teoricamente inteligente com quem conversar, sinto falta de ter alguém que aparentemente se preocupava comigo e para quem eu podia contar coisas que não conto para meus parceiros sexuais. Sinto saudades da amizade doce e do é só “amor de amigo”, sem ilusões e sem beijinho na boca! 
Sinto falta do carinho falso que recebi do amigo que me disse uma frase que já ouvi outras vezes na vida, na qual nunca acreditei piamente: “Eu não confio em ninguém!”.
Eu mesma já disse essa barbaridade sem crer no que falava, apenas querendo passar-me por “inabalável”. Coisa que não sou, nunca serei. 
Sou feita de carne, ossos, músculos, desejos, verdade e amor no coração! 
E exatamente por isso confiei nele. 
Confiei em quem não merecia a minha confiança!
Erro meu, não dele.
Ele é só um povero diavolo solitário e infeliz que não pensa no que fala e não sente o que expõe. Uma pessoa que vive em negação e precisa afirmar-se superior aos outros homens para não se sentir tão mesquinho e, literalmente, impotente perante uma mulher que também é fogo!
Se existe algum erro que podemos cometer em fases ruins, esse erro é confiar no que estranhos nos falam.
Mas daí a desconfiar de todos, significaria que somos nós os infelizes sociopatas.
Não, eu não gosto de todos os seres humanos que a vida me apresenta, mas também não desconfio de todos, tal qual o faz o cidadão em questão. O cara que fez pouco caso da minha fé na humanidade!
Posso ser impulsiva e intensa e posso perdoar impulsividade e intensidade, mas não sou mentirosa, falsa e covarde, portanto sim, eu ainda acreditarei que existe, neste mundo, pessoas confiáveis, tal como eu sou confiável.
Não estou sozinha no mundo.
E, você que me lê, também não está só!
No fundo estamos aqui, persistindo e lutando, um dia de cada vez. Nos enganando, confiando e nos decepcionando, mas não enterrados no limbo da desconfiança e da falta de desejo pela vida, pelo amor e pela paixão!
Nós não fomos corrompidos pelo rancor, pelo medo, pelo comodismo e pela prostração acovardada daqueles que julgam quem está dançando na vida, mas nunca se levantam para bailar[1]!
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 09 de setembro de 2019.






[1] “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música”. Friedrich Nietzsche


O retorno de viagem da mamãe e meu celular quebrado.

Bom dia prezados leitores que me acompanham!
Eis que minha mãe voltou ontem de viagem, para a minha alegria.
O triste é que, sem querer, ela derrubou meu telefone celular e estraçalhou com a tela. Está no conserto desde manhã, mas a partir de dado momento já consegui acessar o aplicativo no Notebook!
Passei meio mal à noite e nem sai de casa, eu tinha um encontro alinhavado para hoje à tarde, mas sem o telefone não pudemos dar vasão ao combinado, aproveitei, então, para descansar.
Assisti novamente ao sensacional "12 homens e uma sentença". Filme que indico para todos!
Bem, vou pegar um livro e pedalar um pouco, já que sem celular.
Bom restante de terça-feira!
Beijos de luz!

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Filhos e casamentos.

Casamento e filhos.
Meus pais alinhavaram a sua separação em 2007.
Há muitos anos eu percebia que o casamento deles não estava muito bem, nem muito bom, mas eu era jovem demais para crer no que eu percebia por instinto.
(Afinal, com tal idade eu sequer sabia que existiam instintos nessa vida!).
Eis que, após 27 anos de casada, em 2007, minha mãe deu seu grito de alforria em que pese dependesse financeiramente do meu pai que lhe impôs o fim da sua carreira como professora tão logo se casaram e planejaram essa “lindezura” (fui bem planejadinha!) que vos escreve.
Como para toda menina, meu pai foi, por anos o meu herói. Um exemplo de hombridade e perfeição, apesar dos seus pesares que, no meu caso em específico, nunca deixei de notar. Quando ele ascendeu na carreira, quando estava com um caminhão quitado e outro novinho, montado, lindo e belo, quando ele tinha seus 40 e poucos e aos, não mais os 30 de quando se casou, encontrei no Scania novo dele um fio longo de cabelo loiro.
Meus cabelos eram longos, tinham fios castanhos, em sua maioria e alguns mais claros, porém, obviamente, com 14 anos eu não era “oxigenada”.
Achei aquele fio de cabelo enquanto ele fazia a revisão do caminhão: recém havia voltado de Buenos Aires para Uruguaiana, onde moramos por lindos anos.
Não, eu não contei para a minha mãe, porque apesar de sagaz eu não tinha prova alguma. Todavia, aquilo rompeu algo em mim: “traição não é só coisa de novela!”.
Senti-me paranoica, mas a vida seguiu.
E seguiu tão rápido, que nem percebi. A vida é assim: voa, deixando-nos claro quão urgente ela é!
Por distância e descaso, num telefonema minha mãe disse que queria o divórcio. Eu estava advogando, fazendo a melhor especialização do RS (na época), escritório montado, mas mal e parcamente me sustentando, ademais recém havia conhecido um namorado- meu ex-marido- que era bem complicado, mas, naquele momento nada era pior do que estar com meus pais e vivenciar minha vida na minha casa.
Por tudo isso, me joguei de cabeça naquela relação para não encarar a imensa decepção de ver o meu “casal ideal” romper com o casamento quando eu achava que eles iriam curtir a vida viajando pelo país enquanto eu advogaria na capital do planalto médio gaúcho.
Eu queria um novo começo.
Eu queria me casar! (...) 
E uma mulher imatura, bonita e inteligente, quando quer casar com alguém, vale-se de ardis e consegue o que deseja.
No fundo, aquela paixão se baseou na minha necessidade de fuga. Necessidade que tanto a “dona” Joceli, quanto o “seu” Hilário me causaram.
Ora, por que se divorciarem quando ela nem mais podia voltar a lecionar? Por que ela, ciente da ausência dele, não requereu a separação antes? Ora, por que esperarem eu me formar para fazerem o que desejavam fazer antes? Queriam que eu fosse um arrimo financeiro? Seria isso? Diante de tanta dor, eu me perguntava: por que deixaram tanto tempo passar?
Não sei, até hoje, a razão!
Digo, porém que da minha mãe, não foi nada disso.
Por outro lado, no primeiro dia após a separação ser anuída, ouvi do meu pai que ele queria separar-se desde quando eu tinha 10-11 anos.
11 aninhos!
E ele achou muito “nobre” me dizer que aguentou o casamento em prol do meu “psicológico”!
Ha- Ha- Ha!
Ele estraçalhou com minhas crenças, com minha fé no casamento carreado no amor, na sintonia e nas afinidades.
Ele me deixou perdida e ela também, afinal por que não se separou quando ainda podia continuar na sua profissão (magistério) ou dedicar-se a outra? Ora, desde sempre a dependência econômica escraviza!
Pois, perdida, quanto a isso, estou até hoje e toda vez que ouço um macho qualquer dizer que não deseja separar-se para “não magoar” seus filhos eu percebo a sua leviandade, imaturidade ou, talvez malandragem: todos os filhos irão se decepcionar, chorar, frustrar e espernear, tendo eles 6 ou 46 anos.
Aliás, quanto maior o tempo da “união entre o casal” mais difícil é, para os filhos, aceitarem que o casal não é mais casal e virou lenda!
Isso é errado?
Não, nada disso é errado.
Errado é permitir que seus filhos cresçam achando que “papai e mamãe” se amam e vivem um relacionamento perfeito quando, no fim, os dois só estão juntos para manter as aparências perante os filhos, a família e, claro, a sociedade, sempre tão vil, superficial e hipócrita.
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 06 de agosto de 2019.

Sobre intenções e mágoa.

Sobre intenções e mágoa.


“Eu não queria te magoar...”. Mas, magoou.
“Eu não queria te fazer mal...”. Mas, fez.
“Eu não queria te enganar...”. Mas, por palavras ou atos, enganou.
Sabem o que existe em comum entre essas frases, além da negação do óbvio? São ditas por pessoas afetivamente egoístas cujo pedido de desculpas serve mais para aplacar a sua culpa do que para reparar o estrago feito. E estragos não carecem de vontade deliberada para que ocorram.
Tenho repulsa ao “essa não era a minha intenção”. Ouve a exposição ao risco e, no frigir dos ovos, a pessoa privilegiou o seu ego e a sua vida. Todo santo dia em todo lugar do mundo tem alguém ferindo o outro sem intenção e, ainda, esperando que ele lhe perdoe e seja afável, afinal foi “sem querer” que ele fez o que fez. 
E aqui eu não coloco em cheque a intenção negada, apenas afirmo que a ausência dela não torna nenhum ato irresponsável e imprudente menos repreensível e triste. Ora, humanos! Há de se pensar antes de agir, antes de falar, antes de tocar uma alma e permitir que ela se abra com você. Respeito aos sentimentos alheios, respeito ao próximo é o que significa responsabilidade afetiva e se você for uma pessoa realmente boa, não terá paz sem praticá-la. 
Enfim, foda-se se você não tinha intenção de fazer tal coisa ou dizer algo: você fez, você disse e isso é responsabilidade sua! Cada pessoa nesse universo está passando por alguma fase e, atualmente, ninguém minimamente sensível está plenamente bem, logo, custa o que ter empatia? Custa o que respeitar a história do outro antes de falar o que não pode cumprir e passar cheques afetivos desprovidos de fundos? Vejo muito disso por aí e sinto nojo, muito nojo de quem, em perfeito estado de consciência, magoa e ilude “sem querer”. Ora, você tem um cérebro, você é resultado de bilhares de anos de evolução: segure a sua língua e ações e, quando for errar de novo, tenha ao menos a coragem de “fazer por querer” e seja menos leviano!

Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 05 de agosto de 2019.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Uma noite mais que demais!

Oh, lord que belas horas eu tive ao fim desta quinta-feira!
Após passar um dia dedicado ao bronzeado, limpeza de pele e unhas, cheguei em casa esperando tomar uma cerveja e pedir alguma comidinha e terminei fazendo um lanche, tomando uma Coca zero, tomando uma ducha e esperando um parceiro sensacional que, por razões pessoais, esteve distante por uns meses.
Lindo, sorridente e com seus lábios arrebatadores ele chegou em minha nova residência, afinal não conhecia o meu "cafofo" ainda.
Do beijo esplendoroso trocado na sala viemos até o quarto! 
Eu desejosa de seu corpo e medidas perfeitas, porém ele me fez gozar bastante antes, com sua boca deliciosa.
Tão logo eu pude, caí de boca naquela "deliciosidade" toda! Ele me disse que estava louco para me comer, disse-lhe para fazê-lo em tal momento.
Ele pegou o preservativo mais confortável que eu pedi-lhe para trazer, pois os meus acabaram, e meteu na minha boceta. Gozei de imediato, afinal já estava "acesa" com os orgasmos orais que ele me deu!
Foi uma delícia completa e ele acabou gozando assim, sobre mim.
Conversamos um bom tempo, afinal estávamos um tanto desatualizados sobre nossas vidas!
Dessa vez, porém, tomei o maior cuidado para que Pequeno Bolota não saísse exibir-se no estacionamento. O parceiro se foi, pois, para minha tristeza, não podia passar a noite. Algo que ainda desejo!
Bem, vou comer algo e dormir o sono dos justos e felizes!
Segue foto do banho de sol do dia:

Beijos de luz!