Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 26 de abril de 2016

Identidade revelada após 19 dias como cortesã!

Boa noite! 
Genteeeeeeeeee!
Que dia magnífico!
Acabo de atender um cliente que parece que saiu de Hollywood! 1,92 m, loiro, barba, olhos verdes, nariz perfeito! Fiquei meio boquiaberta quando eu o vi! Mas ele me encheu de beijos, muitos, um mais orgástico que o outro, sem contar os carinhos, carícias e etc.!
Foi “a transa”! Com direito a replay! Achei o máximo! Lençóis lavados de tanto que gozei, aliás, ele fez questão de me colocar de pé para que me fizesse gozar até molhar o chão! Nossa, foi uma delícia completa!
Vou até mostrar pra vocês que lindo que é o papo de um cliente gentil e educado que sabe investir bem o dinheiro e o tempo, vejam:


Viram? Não tem choro, sem mimimi!  E teve uma hora e pouco de diversão, papo e dei dois bombons, um por cada orgasmo. Dele, porque se fossem meus 1 Kg de Sonho de Valsa seria pouco!
Ah, sabem por que vocês ganham um bombom de despedida? Por que sou fã da música “Folhetim” do Chico Buarque. Aliás, sou fã do Chico em si, vocês sabem!
Bem, agora vou assistir seriados e ligar para minha mãe. Minhas ex-alunas de Sorriso já estão sabendo, postaram nos grupos da faculdade! Como vocês sabem, minha mãe foi a principal incentivadora da minha nova carreira, primeiro por saber que gosto de sexo, segundo por saber que desisti dos homens, terceiro por saber que me desiludi na vida de trabalhadora. Mas, estou com medo que fique nervosa por toda cidade estar sabendo.
Convenhamos que em 3 dias eu ganho o que ganhava em um mês de aulas, dia e noite, preparo a tarde e pouco sono. Eu disse pra ela que logo as noticias correriam, mas, até a mim me surpreendeu correrem tão depressa.
Meu primeiro trabalho foi dia 11/04, estou aqui em Brasília há 19 dias e todos os meus alunos de Sorriso já estão sabendo da minha nova carreira!
Espero que minha mãe seja forte, assim como foi para me dar força pra vir!
Boa noite a todos e até amanha!
Beijos!

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