Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

domingo, 17 de abril de 2016

O que eu tenho de torta, eu tenho de feliz!

O que eu tenho de torta, eu tenho de feliz!

Ouço de algumas pessoas uma irresignação com a minha escolha. Como advogada eu ouvi por anos o tal: “Por que você não faz concurso pra ser juíza, promotora, delegada?”. A resposta era obvia: porque eu não gosto do exercício dessas funções. Eu não sei ser imparcial e também não me sinto bem defendendo os interesses do Estado. Simples. Falta vocação e apreço. Falta tesão!
Como cortesã, existe uma irresignação: “Ache um deputado para lhe sustentar! Um ministro, um senador!”, ou então, “se alguém quiser lhe sustentar você vai parar né?!”. Gente, hoje à noite farão 7 dias do meu primeiro encontro.
Eu não estou sofrendo, aliás, eu nunca me senti tão livre na minha vida! Eu danço sozinha em casa, eu canto Elis Regina com a minha voz horrenda! Eu amo o que faço, eu tenho prazer. Não só vários orgasmos, mas prazer psíquico. Eu durmo sorrindo! Eu quero parar quando terminar meu Mestrado e Doutorado, quiçá! Isso se eu não começar a cursar Psicologia! Enfim, eu mal comecei, não tenho pressa pra parar.
Quero escrever um livro futuramente, abrir uma empresa voltada para esse mercado do sexo, mas com nível, com elegância e classe, o que é raro! Até o melhor dos sites da cidade são vulgares, são banais!
Eu sempre fui perfeccionista. Ariana, do tipo que chora de raiva quando acha que não fez algo bem. Quero ser cada vez melhor, me divertir mais, curtir mais, conversar mais, conhecer mais a alma masculina! Vocês sabem que também têm alma né?! Já repararam que a sociedade só fala da “alma feminina”, como se homem fosse só um ser materialista e material. Um pênis, barba, ambição e mais pelos e força física que as mulheres.
Eu gosto de homem. Eu gosto da anatomia externa de vocês. Gosto do cheiro. Do gozo e tudo o mais. E vocês me fazem bem! Sabem o que fazer pra me agradar e, o que melhor, fazem!
Eu não sou imune a me encantar por alguém e escolhê-lo em detrimento da minha liberdade, independência e renda como escort. Mas não tenho isso como objetivo de vida, do contrário teria me casado com um latifundiário da soja lá no Mato Grosso.
Eu não finjo nada. Nem orgasmo, nem apreço, nem admiração e nem amor. E pra ficar unicamente com uma pessoa, não se trata apenas de dinheiro, de uma cobertura num local nobre, de um carro importado, de uma mesada, do patrocínio dos cursos que desejo fazer. Monogamia requer afetividade, admiração, carinho e amor, não só tesão.
Eu gosto de dinheiro, mas não sou interesseira. Não entabulo relacionamento algum por dinheiro, pois, repito, se assim fosse eu não estaria aqui. Eu prefiro pênis e sexo a dinheiro. Eu prefiro transas loucas e mil sacanagens a me fazer de “mulherzinha apaixonada” se eu não estou, de fato, apaixonada pela pessoa.
Eu acredito no amor. Mas também acredito no amor próprio e eu não me legarei ao segundo plano para ficar com uma pessoa por dinheiro. Por amor, quem sabe, mas só por dinheiro, não. Jamé! Eu sou acompanhante, escort, cortesã, não puta. Tenho brio, vergonha na cara, classe e moralidade. Não me escravizo por nada ou por ninguém se minha alma não deseja.
Dinheiro? Eu adoro sim, mas o meu. O que eu ganho trabalhando. E, claro, curtindo muito! O resto é com a vida, com o futuro, com o acaso, com a sorte! No momento eu só quero curtir essa cidade linda e a tranquilidade de uma consciência tranquila e serena.

Simone. S. 

A música abaixo me define perfeitamente! 

"Pode falar que eu não ligo,
Agora, amigo,
Eu tô em outra,
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca.

Pode avisar que eu não vou,
Oh oh oh...
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar que eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.

Pode falar, não me importa
O que tenho de torta
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom."

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