Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sobre o show do Zezé e o meu feriado...

Sobre o show!
Gente, adorei o show ontem. Eu comecei a admirar ao Zezé quando uma tia minha fez especialização em crianças especiais onde, obviamente, estudaram pessoas com maior capacidade intelectual.
O Mirosmar aprendeu a tocar vários instrumentos sem aulas, canta em italiano, espanhol e inglês, compõe e tem uma voz de tenor, daí o motivo de ter gravado Caruso e Bella Senz’anima, canções italianas (adoro musica italiana), todavia, veio prejudicando suas cordas vocais, o que muitos criticam e debocham. Ele não tem mais a voz que teve, mas eu tenho empatia. Vejo-o cantar com o coração no palco, vejo o tal do “dar de si” e fazer o que se ama, logo, ignoro eventuais derrapadas de agudos e tal.
Ou seja, me emocionei e adorei o show! Fico meio sem graça, posto que aqui, entre um show e outro toca funk. Eu sei dançar, até porque qualquer pessoa sabe rebolar (acho, ao menos). Todavia, fico boquiaberta entre uma risada solitária e outra observando o poder que aquelas músicas têm (músicas?) de fazer uma festa comum virar um prostíbulo.
Tá lá a mulherada competindo pra ver qual rebola mais e melhor, cantando letras machistas que lhes "objetifica" e fazendo a alegria (gratuitamente) de eventual macho tarado de plantão, afinal, os vestidos que já são comumente curtos, ficam prestes a bater na parede do útero entre tantas decidas ao chão.
Ontem estava eu lá com uma turma, dançando da forma mais elegante possível quando, de repente, pensei: "Caraca, to fazendo o que aqui?". E, assim, chamei o Uber, mas meu melhor amigo desistiu da zona, digo, da festa e saiu em seguida e trazendo-me sã e salva pra casa.
Aqui neste meu pedaço de céu, onde eu ouço de Chico Buarque, rock, pop, música italiana até o sertanejo, mas canções com letras que eu não me envergonho de conhecer e de cantar.
Hoje, passei tendo um dia de gato. Dormi, fiquei na cama, conversei com minha mãe e tias, abasteci meu outro blog com crônicas feministas e afins, conversei com clientes e, agora, pretendo ir assistir CSI! Amanha de manha terei um cliente adorável que ficará comigo das 8 às 14! Preciso estar linda e com a pele em dia! Priorizo a qualidade, como sabem!
Beijos e bom restinho de dolce far niente “feriadal”!

Simone S.
(Sobre a canção do Ricardo Cocciante na voz do Zezé! Vide o vídeo abaixo). 


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