Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

segunda-feira, 30 de maio de 2016

AO EX CLIENTE QUE "GOSTA DA SIMONE QUE O ATENDEU NUM SÁBADO À TARDE".

...Tenho uma história sobre a falta de empatia gerada pelo machismo e egocentrismo masculino. Problemas que, convenhamos, antes de serem “sociais”, são fruto da educação que os filhos recebem. Eu tive um cliente cativo por algumas semanas. Ele veio pela primeira vez num sábado. Daí voltou na quarta seguinte e na sexta me contratou das 8 horas da manha até às 15 horas da tarde, fomos a uma bela suíte presidencial num motel daqui. Foi um “pernoite” de dia e, na época, meu pernoite eram míseros mil reais. Conforme podem ler no blog, o valor foi dobrado e acrescido. Toda quarta-feira e sábado à tarde ele vinha e deixava aqui os seus R$ 500,00. Todavia, no primeiro encontro ele passou um pouco da uma hora paga. Não cobrei, obviamente, mas, de repente, percebi que isso se tornou corriqueiro. Embora fosse uma pessoa inteligentíssima e divertida, fato é que não dou nem a cliente fidelizado o direito de se sentir “especial” a ponto de suprimir o meu profissionalismo. Isso é desrespeitoso e, se a pessoa não sabe respeitar, cabe a nós nos impormos! Lá pelas tantas, ele, alguns aninhos mais velho do que eu, começou a se achar no direito de dar conselhos acerca de humildade e coisas afins, falava-me seguidamente das outras mulheres com quem se relacionou, como se isso me fosse elogioso ou interessante, enfim, passou a se sentir “namorado” ou algo afim. Pedi por tal razão para ele não vir por uns 10 dias. No dia em que marcou para vir, numa quarta às 14 horas, me pediu pelo Whatsapp se podia vir um pouco mais cedo, dariam quase duas horas de encontro e eu lhe perguntei: “E pagará por duas horas?”, ele riu e disse “não né”, respondi que, portanto, obviamente não poderia nem deveria vir antes. Neste dia coloquei um despertador para às 15 horas, vez que, eu tinha que ir ao shopping fazer as unhas dos pés e das mãos e compras na “sequencia”. Veio, me trouxe um “presente” e desapareceu. Disse-me outro dia que “gosta muito da Simone que ele conheceu num sábado à tarde”, para bom entendedor: “não gosto da Simone que a Cláudia se tornou atualmente”. Como se EU tivesse mudado sem mais nem menos! Acompanhem o teor da ausência de respeito e empatia comigo: a Simone é a Cláudia. Ser cordial com uma pessoa no primeiro encontro quanto ao horário é educado, mas daí a pessoa se dar ao direito de ignorar quando passa do “tempo” com frequência e, ainda, se “magoar” quando o seu profissionalismo é trazido à tona e dar-se ao direito de se sentir magoado e atribuir-lhe a culpa, é o cumulo do desrespeito silencioso! Afinal, para um ser humano deste naipe você deve silenciar frente a qualquer abuso, do contrário, o prezar finda. Lamento muito, não por ter perdido um cliente que passou a se tornar inconveniente, mas sinto muito, isto sim, por perceber uma pessoa não tem a capacidade de colocar-se no lugar da outra e ver que a reação dela corresponde a uma ação sua! Tenho outros clientes cativos que são tão educados, gentis e cavalheiros que me pagam o horário até quando precisam adiar ou desmarcar! Isso é educação, é colocar-se no lugar do outro, mais, isso é respeitar o outro como ser humano e como profissional. Coisas que machistas sem empatia que acham que a mulher que dele recebe deve passar a mão por cima de seus lapsos não entendem, pois creem que o mundo gira ao seu redor. Notava isso em tal cliente, vez que ele saia do banheiro molhando o apartamento todo. Alguém extremamente neandertal que acha que a cortesã, por estar recebendo, deveria silenciar acerca de mais um ato abusivo. Como abuso, entendam desrespeito. Se faz isso em casa e a esposa não reclama? Problema da esposa. Da coitada da esposa! Educação é algo que se verifica nos mínimos detalhes. E sim, este texto é uma direta para quem é chato, inconveniente e egoísta e não percebe.  

9 comentários:

  1. Muito bem. Soube se impor e ele que aceite (ou não e vá embora). Vi sua matéria aqui em Salvador e já virei fã. ( Sou homeme gay, mas estou adorando ler suas historias e seu posicionamento quanto as situações.

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    1. Respeito ao meu profissionalismo é o mínimo! Respeito ao ser humano e empatia são necessários e eu posso criar inimigos, mas me calar frente a disparates egoístas e desrespeitosos, jamé!

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  2. Uau! A-do-rei este post, principalmente as palavras em vermelho, é td o q eu gostaria de postar no meu face, rsrsrs. Você é muito inteligente e tem sensibilidade, o q é uma coisa muito rara hj em dia!

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    1. Dálete querida, obrigada! Eu sou doce, sou educada, carinhosa e prestativa, mas me respeite, reconheça seus limites e, então, terá sempre o meu melhor, do contrário, como no caso, eu desisto do cliente, de viagem paga e do que for! Empatia é tudo!

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  3. Uau!!!! Amei ler cada palavra, você é muito inteligente e tem sensibilidade, o q é raro encontrar nas pessoas hj em dia. As palavras em vermelho são as melhores rsrsrs...

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  4. Uau! A-do-rei este post, principalmente as palavras em vermelho, é td o q eu gostaria de postar no meu face, rsrsrs. Você é muito inteligente e tem sensibilidade, o q é uma coisa muito rara hj em dia!

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  5. Detalhe, este cliente era o que comprou passagens para irmos ao exterior e agora, covardemente, vale-se do anonimato para me ofender e falar besteiras para me desmoralizar. Homem egoísta e egocêntrico, depois de um fora perde as estribeiras da racionalidade. Tava todo "apaixonadinho" e agora é só fel. E a arrogância é minha! Arre, vá fazer mea culpa ou se reconheça como sociopata né?! Pelamor!

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