Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Como eu virei cortesã...Obrigada mamãe!

Seguidamente me perguntam como a Simone surgiu, se minha mãe sabe e coisas afins. Perguntas interessantes, não nego. Em homenagem a quem tem tais curiosidades, resolvi escrever este textinho só para sacia-las!
Óbvio que uma mulher letrada, advogada há 11 anos, pós-graduada, feminista e ex-professora de, ao todo, mais de 10 matérias do curso de Direito resolver virar cortesã gera curiosidade, né!? Bem, começo lhes contando que a Simone Steffani (não se pronuncia “Stéfani” viu?! É um sobrenome não um segundo nome. Se pronuncia “Stêfaní!) é a Cláudia de Marchi balzaquiana. Bem resolvida, desromantizada, racional, intensa (sempre e na cama inclusive!), objetiva, madura, cheia de segurança, autoconfiança e amor próprio.
A Simone é a Cláudia que a vida construiu. Quem me conheceu (Cláudia) durante a faculdade, super machistinha, romântica e meio insegura, não me conhece. Quem conheceu a Cláudia casada e que residiu no interior vivendo uma relação abusiva e adoentada, também não conhece esse mulherão, modéstia a parte, que eu construí através de algumas frustrações, muitas leituras, informação, resiliência, constante bom humor e muita garra.
E quem me acompanhou durante todas as minhas, ainda que tortuosas, mas intensas e bem vividas experiências profissionais e afetivas? A MINHA MÃE, afinal sou sua única filha e melhor amiga. Ela é a minha melhor amiga e meu arrimo psíquico.
Em meados de 2015, quando eu lecionava umas 8 matérias, trabalhava manha, tarde e noite e estava solteira vez que terminei com um namorado que residia em Alta Floresta/MT, mas era brasiliense e tinha dois filhos, minha mãe assistiu a um programa que entrevistava algumas acompanhantes de luxo do RS. RJ e SP. Ela ficou encantada com o que as mulheres contaram. Eram mulheres, bem sucedidas, mais de 30 anos e, segundo ela, nenhuma com meu rosto, corpo, menos ainda cultura.
Eu nem dei atenção para a história que ela repetia varias vezes. Toda vez que eu via uma bolsa linda que eu não conseguia comprar ela tornava à falar das tais mulheres. Ano passou, em setembro namorei com um sorrisense super materialista e ostentação. Durou um mês o namoro, o ápice do fim foi quando recebi cheques de um cliente e precisava trocar e ele, tão cheio de si por se achar milionário, indicou um amigo agiota. Qualquer homem que realmente ama e valoriza a namorada decente e trabalhadora, tendo condições, trocaria o cheque cobrando um juro menor, mas ajudaria. Afinal, eu estava pedindo ajuda para alunas no Fórum com um dos inúmeros processos dele na comarca. Enfim, era uma relação séria, familiares conhecidos e envolvidos! Aliás, o que de melhor ele tinha, além da conta bancária era a família.
Terminei o namoro e conclui: pra que colocar coração se, às vezes, nem pra nos fazer gozar e amar não egoisticamente o cara serve? E minha mãe ciente disso, obviamente.
Estava bem feliz com meu salário miserável de professora, algumas ações judiciais, muitos incômodos, pouca renda, mas, eu sempre fui uma pessoa contente. Animava-me o blog, meu trabalho, ensinar aos meus alunos, meus estudos, leituras e, assim, ia levando a vida.
Em fevereiro, porém, no inicio do semestre letivo 2016/1, fui demitida sem justa causa. Vejam bem: inicio letivo! Nenhuma das universidades da região onde eu morava estava contratando professores. Nenhuma! E as minhas contas, financiamento da casa, luz, internet e etc., correndo lindamente.
Entrei num quadro de tristeza profunda e muita, muita revolta. Então, em meados de fevereiro, quando sequer o FGTS eu tinha recebido, acordei de manha cedo (havia dormido umas duas horas) e fui até a edícula onde minha mãe tomava chimarrão, olhei pro rostinho fofo e macio da minha fumante favorita e falei: “Mãe, a vida me deu duas possibilidades: ou eu entro em depressão e morro ou eu mudo radicalmente. Nenhum ex me ‘demitiu’, nunca tomei um fora e gosto de sexo. O que a senhora diria se eu virasse acompanhante?”. Ela olhou pra mim e disse uma frase que nunca vou esquecer: EU DIRIA QUE ESTÁ É A DECISÃO MAIS SENSATA DA TUA VIDA! Finalmente! Tu nunca simpatizaste com cargo público, concurso, enfim. Tu não tens paciência pra casar, não quer ter filhos, não tem saco pra comodismo de homem, é tarada que eu sei. Vai usar a tua beleza pra isso! Se eu tivesse a tua idade e beleza já tinha desistido dessa vidinha de recatada direitinha há tempos!”.
E, foi assim que eu procurei sites, me informei, fiz o blog, postei umas fotos e aguardei sacar meu FGTS e vir pra Brasília. Minha cidade preferida no Brasil, um local elegante, um ambiente que me faz bem!
Aqui, aportei dia 07/04 e tive meu primeiro encontro sexual dia 11/04. Daí em diante, creiam vocês ou não, gozei o que nunca tinha gozado, fui tratada com um esmero respeitoso que nenhum namorado me tratou, conheci homens interessantes e inteligentes que nunca conheceria se a Simone não tivesse surgido. E tenho deles o melhor: atenção e sexo. Tara e foda boa! Não me arrependi nenhum dia e não vou me arrepender, pois, quem me acompanha sabe, eu escolho ao máximo com quem saio. Eu bloqueio inúmeros homens por dia.
O dinheiro é atraente, mas ter prazer é minha prioridade. Uma feminista como eu jamais faria sexo só pra agradar. Tive dois clientes egoístas e disse que não pretendo mais atendê-los. Sou cortesã, gosto de homens com classe na abordagem, não apenas com dinheiro no bolso. Sacanagem, putaria e indecência a gente pratica quando fode, não falando asneira.
Meu valor está barato ainda. Tem quem ache caro, azar. Acho baratíssimo R$ 500,00 a hora, mas me adequei ao mercado daqui, afinal, não sou bailarina ou “sei lá o que”, que vive para o corpo e gosta de ser vip. Dessas garotas que viajam, anunciam em boates, cronometram o encontro, fingem orgasmo e embolsam a grana. Eu gosto de cada segundo e, se eu não gostar, azar. Daí o dinheiro é um consolo, mas tendo a não atender mais ao cidadão. A graça é que os clientes ruins de cama são rápidos, são os que gozam em 10 minutos! Eu sou discreta, caseira, boa leitora, escritora, blogueira a mesma que sempre fui. Isso eu ainda tenho dos meus 18 anos. Amo-me assim e quem se agradar, ótimo! Enfim, esta é a história do começo da Simone que viralizou na internet em menos de 1 mês. Obrigada à todos que divulgaram minha entrevista nos grupos e etc.. De coração!
Agradecerei pra sempre a minha melhor amiga que, do alto de seus 64 anos de pura liberdade cultural e inteligência me apoiou. Minha mãe!

Beijos de luz!

Um comentário:

  1. Boa noite Simone,

    Muito interessante suas história. Tenho um problema inverso, eu sempre fui muito tímido e retraído e acabei não praticando muitas loucuras, porém agora me encontro num relacionamento sério, o sexo com minha namorada é otimo mas sempre penso em outras mulheres em sonho, como atrizes de filmes pornôs.

    Elas possuem muitas habilidades e muita prática, ja sonhei varias noites com boquetes, coisas assim, como vejo nos filmes.

    Você acredita que isso é normal?

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