Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

domingo, 8 de maio de 2016

Pequena crônica sobre PECHINCHA.


Frente a um produto caro eu não sei qual pechincha é mais desprezível, se é a do rico ou a do pobre. O rico barganha por hábito, para ver se "sai no lucro". Gente rica no bolso, mas pobre de espírito e de finesse, acha que pode colocar preço no produto alheio. O pobre por sua vez, age de forma delirante e até arrogante por insistir em ter algo que não cabe no seu orçamento, ou seja, há irrealismo puro. Se você não tem dinheiro para comprar um batom da MAC ou cosmético da Lâncome para dar para sua esposa, vá de Avom, Jequiti, Natura e etc.. Se você não pode comprar uma joia na H. Stern ou na Vivara, vá de bijuteria da Morana. É mais digno, educado e econômico. E você não faz papel de ridículo entrando numa loja de tais marcas e pedindo preço menor, porque você está financeiramente mais apertado do que saco de cantor sertanejo. A economia e o valor das coisas não se adaptam à sua condição financeira, você que deve adaptar a sua escassez de dinheiro à economia e buscar produtos mais baratos. Algo simples, fino, elegante e sincero. (Consigo mesmo, inclusive!).   

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