Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 26 de maio de 2016

...SOBRE QUEM EU SOU. SEM DÓ, NEM PIEDADE, MAS COM AFETUOSIDADE.



...SOBRE QUEM EU SOU. SEM DÓ, NEM PIEDADE, MAS COM AFETUOSIDADE.
Eu não sou arrogante, orgulhosa e estúpida. Eu não sou ignorante, amarga e mal educada. Eu não sou grossa, desrespeitosa e petulante. Eu não sou tosca e cheia de mim. Agora, se você for, arrogante, orgulhoso e estúpido comigo, se prepara, porque eu lhe mostrarei como eu posso ser tudo isso e, mais, como eu posso ser cruel e impiedosa! Se você for ignorante, amargo, mal educado, tosco e cheio de si frente a mim, se prepare que lhe mostrarei como eu consigo ser tudo isso e, igualmente ou mais, desrespeitosa!
Se você for grosso, sem respeito e petulante, espere minha grosseria, desrespeito e petulância em dobro! Sou, um doce de pessoa, sou toda carinho, afeto e respeito. Sorrio para todos, trato todo mundo com respeito e educação exímia, mas, como diria meu "conterrâneo" Teixeirinha, se "alguém me pisar no pala o meu revólver fala e o bochincho está feito". Revólver da grosseria leia-se bem.
Ou seja, meu querido, se você me jogar uma pedra, eu lhe jogarei um enorme buquê de rosas. Com o vaso junto, obviamente. Eu nunca ajo mal com as pessoas, todavia, falou errado ou agiu mal comigo, sei dar uma aula de maldade e estupidez. Enfim, eu não aturo nada com passividade, só o prazer, que, diga-se de passagem, sei dar com muito talento!

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