Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Sobre a tradicional confusão entre a cortesã Simone/Cláudia e qualquer "puta"..


Tem dias que eu vejo como o ser humano pode ser desrespeitoso e tolo.
Eu sou cortesã e como tal só cortejo quem eu desejo, quem me parece culto, interessante e educado e quando é bom para a pessoa e para mim (horários, me refiro).
Recebi uma ligação quando eu estava dormindo agora pela manha , atendi, pois nem vi que horas eram. Pois bem, eram 07h16min. da manha. Não fosse só o horário, o cliente me disse que teria uma reunião às 08 horas próximo a minha casa e queria ser atendido ANTES.
Disse-lhe que não poderia atendê-lo, vez que nem havia levantado e o tempo seria muito curto. Ele insistiu dizendo que “seria rápido, porque ele estava com muita vontade”, disse-lhe educadamente e de novo, que não atenderia, pois EU PRIORIZO A QUALIDADE. QUALIDADE, NÃO LUCRO!

Parece que as pessoas realmente não compreendem a diferença entre o que eu faço e entre o que uma “puta” comum faz, isso sem tirar o meu mérito de ser puta na cama (sou, sim senhor! Muito, demais!), mas falo de atitude. Eu não abro as pernas pelo dinheiro e “será rápido” não é e nem nunca será um atrativo pra mim. Pelo contrário!
Eu quero gozar, meu bem! Eu não quero só dar prazer. O prazer de um homem, ao menos de um homem com H maiúsculo, depende do prazer da mulher. Se você pensa de forma diferente, porque não buscar outra mulher? Dessas “meninas” que, não por falta de humildade, mas por reconhecimento de notórias diferenças culturais e na forma de pensar, agir, sentir e até de vestir eu não gosto de ser comparada? Muitas igualmente bonitas e que cobram menos que eu?
Saber distinguir a postura de uma mulher da outra é essencial, saber o que significa “cortesã”, “luxo”, “culta”, “não faz pelo dinheiro”, também é essencial!

Posso soar arrogante, mas eu não sou. Meus clientes cativos sabem muito, muito bem disso. A questão é que eu não sou hipócrita e não meço minhas palavras para escrever, tipo: “Ai, se eu colocar as ideias assim, parecerei estupida ou orgulhosa, vou mudar...”. Não me importa como “parecerei”, me importa quem sou e como sou, para tanto, só me conhecendo e se desvencilhando das amarras da hipocrisia e do apego às aparências que uma tela de computador gera, para saber.

Ontem um rapaz que trabalha onde moro e que consertou o teclado do meu computador novamente, me chamou no Whats para dizer que um amigo dele estava interessado em mim. Na hora, eu estava indo com meu cliente novo comer crostinis, inclusive mostrei para ele!
Ao chegar, vi ele na portaria e disse que logo lhe respondia. Respondi o que faço e passei o link da noticia. Ainda assim, ele ousou pedir se eu não faria um “preço especial” para o cidadão, amiguinho dele. Disse que jamais, afinal, gosto de fidelizar clientes e clientes que precisam de desconto não irão, por falta de possibilidade financeira, fidelizar (fidelizar=um encontro por semana, no mínimo!).
Bem, hoje pela manha ele, o moço que cuida do condomínio à noite, me chama e diz algo assim “olha, não me chama no whats fora do condomínio, pois sou noivo e daí da briga”.
Então, eu, pasma, pensei e escrevi, no ato: “Mas, meu filho, eu nunca te chamei na vida! Até para o conserto do notebook falei pessoalmente, apenas para oferecer um teclado e mouse para a empresa em que trabalha (de informática) eu chamei no whats! Depois, só prestei-me, por pura educação, a responder sobre o amigo, extremamente humilde, que estava interessado em mim”.

Ou seja, falta amor no mundo, mas falta INTERPRETAÇÃO DE TEXTO E RESPEITO! Eu não chamo nem meus clientes cativos no whats! Aliás, nunca fui mulher de atrás de homem, não irei agora, atrás de clientes e, menos ainda, do técnico em informática do condomínio!
Logo, qual foi o malfadado raciocínio implícito na mente dos ignorantes? “Ela é acompanhante, ela é puta, pode dar em cima de mim, minha mulher me mata!” Gente, quanta bestialidade! Quanto preconceito e, obviamente, falta de distinção e finesse. Eu, como escort, me visto como sempre me vesti. Ninguém que me veja, absolutamente ninguém (tanto que nem o tolo referido desconfiava), pode dizer que eu sou cortesã.

Até fisicamente eu fujo léguas dessa paranoia, ao meu ver, de baixíssimo e péssimo gosto, de super coxa, super bunda e super peitos. Aliás, acho tenebroso o modismo e vejo que o corpo feminino fica “curto” parecendo tocos de árvores de tão “concisos”.

Sempre achei vulgar e agora, mais do que nunca, posto que, em hipótese alguma eu quero ou preciso demonstrar pelas vestes, corpo, cabelos, maquiagem e atos o que faço na cama e como prazerosamente me sustento. Por prazer, meu bem, por prazer! Se você não entende isso, o problema é seu. Só seu!

Beijos de luz!

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