Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 3 de maio de 2016

Vida boa, prazer e facilidade sim!

"Mas tome cuidado essa vida nem sempre é fácil!", disse-me um ser humano super "entendido" da minha deliciosa e "difícil" rotina. Ah, não, não é! Fácil mesmo é ser advogada honesta, bonita e sozinha (as pessoas ainda colocam a competência das mulheres bonitas em cheque!) numa sociedade medíocre e machista, sendo que você não sabe e nem gosta de vender o seu trabalho, fácil é lecionar mais de 7 matérias manhã e noite, usar 1 hora diária pra preparar aula, fora a elaboração e correção de no mínimo 600 avaliações e ganhar 10 minutos de hora extra por dia, fácil é não morar num centro educacional, mas na capital do que você não tem (agronegócio) ou naquelas cidade cujo passaporte para o sucesso é ter um pênis, um QIndica ou ajudinha do papai, fácil é namorar homem babaca, sexualmente medíocre, egoísta ou que valoriza e respeita mais as interesseiras que preferem ficar em casa o dia inteiro, receber mesada no final do mês, fingir orgasmo e obedecer em detrimento das que ralam pra se sustentar e ajudar a quem amam. Fácil é viver um casamento abusivo, se relacionar com um sovina que lhe cobra pra viajar pela própria empresa dele com grupo de pessoas, fácil é namorar um homem que se diz sua "alma gêmea", mas quer lhe tornar algo que você não é, fácil é ser apresentada como troféu pra ex-esposa do parceiro que quer uma segunda mãe para as suas crias. Fácil é ter que pagar as coisas parcelado e contar trocado no final do mês, fácil é ser vítima de assédio moral no trabalho ou de assédio de cliente babaca e casado no escritório, fácil é ser assediada por macho casado escroto que acha que ser "doutor" é um salvo-conduto pra ser um assediador babaca! Aham, aham! À propósito todos devem ter "cuidado", sobretudo com as pessoas e em qualquer ofício. Gatos são mais legais que muitos seres humanos.

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