Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

domingo, 5 de junho de 2016

"... ENQUANTO OS CÃES LADRAM, A CARAVANA PASSA!" Ibraim Sued

...Os dias passam e a necessidade de ter que falar o óbvio, exigir o óbvio me espanta! Podem as pessoas darem sugestões não solicitadas para a sua vida, podem as pessoas ousarem barganhar o imbarganhável, podem, por fim, agir de forma desrespeitosa e burra, podem menosprezar o seu ofício, podem lhe comparar com qualquer profissional de parca competência, mas se você reagir, sobretudo se você for do gênero feminino, aí então você será a arrogante, a petulante a chata! E por quê? Porque ao contrário de muitas pessoas acovardadas e silentes, você exige o que é seu por direito humano, natural! Você não se cala frente ao menor indício de desrespeito e abuso afetivo, psicológico ou emocional, e isso incomoda. Ser ríspida, ser grossa, não tem nada a ver comigo, mas eu reajo quando tenho vontade e energia para fazê-lo, do contrário deixo o acéfalo continuar com seu pensar acéfalo. Um cliente me disse ontem que "até que sou muito paciente". Eu lhe respondi que não, eu só sou educada e preso pelo meu pescoço, porque se eu soltasse o verbo ia ter gente se enforcando e outros com um revólver atrás de mim. Mas, ainda assim e ao que vejo por aí, tem os “ex- apaixonadinhos” ou recalcados afins, cheios de fel na língua. Querido, meu lema de uns dias pra cá: abstrair e fingir demência! 

Na imagem a tradução da minha "infinita" preocupação com a opinião alheia.




À VOCÊS, OFEREÇO ESTÁ CANÇÃO!

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Temos que saber o nosso valor moral, afetivo, intelectual. Temos que nos conhecer, temos que exigir o nosso melhor e fazermos aos outros o que desejamos para nós, quanto ao que eles pensam a nosso respeito? O problema é deles, unicamente deles. E o seu julgamento, recalque e miséria de espírito demonstram quem eles são, não quem é aqueles que insistem em criticar. Beijão!

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