Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

domingo, 26 de junho de 2016

Novidades dominicais: mamãe segue pra Passo Fundo e eu sigo com Zeus e Pequeno Bolota!

Boa noite pessoal!
Eis que finda um domingo cheio de novidades!
Hoje, obviamente, não trabalhei. Acordei, tomei chimarrão por uma hora com mamãe e tia e fomos almoçar no meu restaurante mineiro preferido. Um que tem aqui na Vila Planalto.
Durante esta sessão de “papo” que todo gaúcho conhece bem, resolvi contatar o moço da agencia de viagens de Passo Fundo que ajuda minha tia com suas passagens. Acreditem, ela, as demais, como mamãe, não são nada “interneticas”.
Qual foi a ideia que ela, como boa Marcondes, teve, ao longo da noite? Minha mãe “descer” ao RS e ficar por lá até os dias que antecederão nossa mudança para a casa que estamos alugando e que está sendo reformada. Do interior à piscina. Na verdade, a gripe péssima da minha mãe teve algo de “psicossomático”: acostumada com um pátio e casa grandes, ela, como boa fumante, não suportou menos de 35 metros quadrados.
Ao contrário da minha pessoa que, tal como nossos gatos, se acostuma a qualquer lugar desde que possa nele deitar e se espreguiçar com o mínimo de conforto. Mentira. Fato é que sou obrigada a suportar o pouco e temporário espaço e farei isso. Com paciência e sorriso nos lábios, porque de nada adiantará eu me “ansiar”. Já tenho me “ansiado” muito ultimamente. Chega, por enquanto!
Quero paz e aqui ficarei com meus pequenos: Zeus e Pequeno Bolota. Quiçá, com meus pensamentos à milhares de quilômetros da capital do planalto central!
Ah, gente, hoje alguém começou um comentário que nem li num post meu no blog em que eu dizia gostar do que faço: "essa não é a melhor profissão que há..." e mimimi! Ah, não! Sério que não é "a melhor"? Sério que "têm trabalho melhor" e "mais nobre"? E eu pensando que sou mais útil do que os profissionais voluntários na África.
Santificada seja esta pessoa que falou o que eu "jamais" perceberia sem sua colaboração de "altíssimo" nível intelectual. Fiquei me sentindo uma ameba em coma, pois eu "nunca" pensei que existisse "oficio" melhor, mais nobre e etc. que o meu atualmente!
Caramba! Por que será que as pessoas acham tão estranho uma pessoa ser contente com o que faz só porque tal coisa é incomum e diferente? Nada é realmente "feio" se não avilta a quem faz ou ao seu próximo. Ser infeliz consigo mesmo, por sua vez, deveria ser considerado estranho e incorreto, pois é graças a infelicidade e frustração que a hipocrisia reina e que a fofoca e a maldade rolam soltas no mundo!
Deixe o outro ser o que quiser e cuide da sua vida! Que mundo é este em que, quando a alguma pessoa fala que é feliz fazendo o que as outras não aceitam a criatura será julgada como sendo “a” errada, “a” que está fazendo "apologia" ao errado!
Ou seja: normal é ser infeliz e jogar pedra na vida alheia, o resto é equivocado e errado! Ah, pelamor meu povo! Errado mesmo é fazer o comum e ter tempo, recalque e maldade suficientemente grandes para usar seus minutos criticando quem "caga e anda" pra sua ignóbil e insípida existência.
Com licença!
Boa semana!

Beijos de luz!

4 comentários:

  1. Disse tudo, lacrou mais um vez! Adoro suas colocações, me inspiram muito. Super fã. Beijos Cláudia

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    1. Obrigada Jéssica! Ter uma jovem, bela e inteligente fã me dá força pra continuar escrevendo! Beijos!

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  2. Como sempre;faz acontece ebo povinho....
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    Bjos

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    1. Obrigada Evandes! O povo pode falar, mas eu não me calo! Jamé! Beijos!

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