Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sábado, 25 de junho de 2016

Tutorial de como conquistar um homem ou uma mulher.

... Tutorial de como conquistar um homem ou uma mulher.

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Gente, vocês acham que eu vou mesmo escrever ou falar sobre isso? Pra começar: vocês acham que “conquistar” alguém é um problema? Então, vocês precisam de terapia ou de um curso intensivo de como ser agradável.
Conquistar é fácil, baby! Agrados, flores, presentes, oral bem feito, afeto, papo cabeça, planos, muito sexo apaixonado e etc.. O difícil mesmo é manter a conquista, é, uma vez tendo o apreço do outro, envidar esforços para mantê-lo. E obter êxito, obviamente.
E, sobre isso não falarei, pois um dos fatores que me fizeram querer mudar RADICALMENTE de vida é a tendência lamentável do ser humano em não saber manter o encanto da conquista. A tendência a se acomodar, dormir de meias, fazer por fazer, falar por falar, ouvir por ouvir e fingir por muito, muito tempo em prol da sociedade, dos filhos e da moral e dos bons costumes.
Aquele tedioso dia a dia em que a paixão é golpeada de morte pela falta de empenho e pela perniciosa segurança demasiada. Tem uma canção que diz que “você precisa de alguém que te dê segurança, se não você dança”. Fato é que, num contato inicial a gente precisa sentir “firmeza” no outro, mas, daí a se sentir o ser humano mais “seguro” do mundo, porque ouviu um “eu te amo” e tem uma relação séria já é de imensa ignorância emocional (o oposto da inteligência, enfim).
Relacionamentos precisam de empenho, não só de amor ou admiração. Relacionamentos são construções diárias de afeto, calor e doçura. Onde está o sexo “nisso”? No “calor”. Deixou a relação “destapada” neste quesito, haverá vários cobertores à venda no mercado e outros tantos sendo “doados” em cada esquina.
Não me peçam como conquistar alguém, isso é óbvio, é fácil. Qualquer revista Nova ou livrinho da moda ensinam! Peçam-me como manter a conquista e, então, lhes direi duas coisas: primeiramente lhes digo que isso se faz com dedicação ao relacionamento, em segundo lugar, afirmo-lhes que isso é raro, tão raro que resolvi, humilde e resignadamente, unir o útil ao agradável nesta minha nova profissão. A cereja do bolo da paixão (o sexo) com o lucro razoável (dinheiro).
Sempre fui boa no sexo e facilmente tive os homens com quem me relacionei aos meus pés. Sou quente, gosto de sexo e garanto que faço com meus clientes tão bem quanto fazia com meus namorados, (por isso gosto de “poucos e bons” clientes). Se é que não faço ainda melhor, porque estar sendo paga me dá um tesão desatinado, não nego!
Mas, não nutro mais a ilusão romântica de viver uma paixão intensa e “pra sempre”, justamente pela tendência masculina em se acomodar a partir do momento em que seu objeto de desejo torna-se “seu”. Como um troféu ele (a “amada”, o objeto de desejo) é colocado na estante.
E eu não tenho paciência para estar na estante de ninguém. Eu gosto mesmo é de estar no colo. Todos os dias!
Beijos de luz neste sábado!

Cláudia.


2 comentários:

  1. Belo texto porém discordo da parte da "ilusão romântica do para sempre" eu me apaixonei por uma menina na minha época de escola,e quando finalmente consegui ficar come ela foi a melhor sensação da minha vida mãos suando frio na barriga e etc. Talvez pela pouca idade não soube nutrir esse amor mas sentir algo assim novamente sentir algo tão puro e bom me faz acreditar que o amor existe aquele amor de época de escola.O Amor do para sempre não muda o que muda e o coração das pessoas...

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    1. Thiago, quiçá com empenho à relação seja possível fazer um amor durar? Não duvido! Basta transformar o amor em atitude, em vontade de fazer a relação crescer sem comodismo! Nada é impossível! Beijos!

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