Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sábado, 18 de junho de 2016

Uma crônica vinda do www.claudiademarchi.blogspot.com.br ... Sobre o ódio! (E o Facebook).

Ódio: um sentimento inexistente.

Eu não acredito no ódio. Pra mim ele não passa de, meramente, uma palavra, um vocábulo. Psicologicamente, pois ele não é um sentimento, ou melhor, digamos que seja, mas neste caso ele se transmuta e pode ser denominado de indiferença.
Quando o outro, seu agir e sua existência não geram minha raiva, minha magoa, meu rancor, meu apreço, meu desprezo, minha ira, aí haverá o tal do ódio que não passa de indiferença! "Odiar" é "não estar nem aí" pra alguém ou para algo, ainda que esta pessoa lhe tenha feito algo de ruim!
O ódio não passa da ausência de qualquer sentimento, ele significa não sentir nada. Enquanto eu afirmar ao mundo que odeio isso ou aquilo, aquele ou aquela outra e usar a minha energia mental, psíquica e física para pensar nele, acompanhar sua existência, difamar-lhe, ofender-lhe, criticar-lhe ou escarnecer-lhe, então, o que eu sinto não é desprezo, asco ou ódio.
Eu simplesmente valorizo a existência daquele "ser humaninho", mas não tenho brio para admitir que eu "lhe adoro" ou "lhe acho foda" (valendo-me da canção da baiana linda e arretada Pitty). Se alguém lhe incomoda, o problema não está neste alguém, está em você que tem sentimentos reprimidos (vulgo recalcados) e que, no fundo, precisa de ajuda profissional.
Sim, você da turminha do asco e do ódio, inclusive à minorias, e que se torna stalker virtual ou afetivo do outro, no fundo lhe preza, mas não aceita tal fato por arrogância, imbecilidade, orgulho ou, puramente, demência! E eu tenho dó de você.

Exemplo disso: denunciaram e novamente minha página no face que não continha conteúdo impróprio (nu frontal, etc.) foi excluída do facebook! Haja Freud pra explicar esse povo!


Cláudia de Marchi
Brasília/17 de junho de 2016.

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