Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

domingo, 3 de julho de 2016

Sobre gente sem noção de moralidade e decência "aconselhando" no Whatsapp!

Boa tarde gente!

Eu ia almoçar com um amigo e sua linda filha na Expotchê que ocorre por aqui, mas acordei com dor de garganta e não pude ir. Eis que abro o whats e me deparo com um cidadão que andou divagando (ou seria “viajando na maionese” por um bom tempo e sem resposta!). Vejam:


Mas daí esse povo sem decência moral fala dos congressistas e demais políticos! Francamente? O problema do Brasil é o brasileiro. A ambição, o gosto pelo lucro exacerbado e fácil, o desrespeito com as instituições e com o próximo!
Não é o primeiro que fala essas merdas! Eu me amo e me valorizo! Ao próximo eu respeito. Respeito muito! Que dignidade e respeito ao próximo eu teria conciliando profissões apenas e tão somente por dinheiro? Magistério é devoção, horas diárias de estudo e leituras. Requer dedicação e empenho e não vontade de se promover como acompanhante de luxo! Profissão mais rentosa e ótimo nicho para pesquisa prática acerca da sexualidade e mente humanas.
Psicanálise e psicologia me interessam! Escrever livros me interessa! Ativismo em defesa das trabalhadoras do sexo mais pobres ou imaturas me interessa. Magistratura? Nunca quis e nunca irei querer! Como diz minha amiga Nívia Pereira, o mundo está demorando pra acabar! Pelamor! Aff! (A PQP está ficando pequena pra tanta gente que eu mando pra lá!).
Bem, tenho um cliente para atender que está de passagem por Brasília, mais tarde eu volto!

Beijos de luz!

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