Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sexta-feira, 1 de julho de 2016

...Tutorial de como evitar prejuízos e se impor em face de homens sem educação e PECHINCHEIROS! (Com print).

...Tutorial de como evitar prejuízos e se impor em face de homens sem educação e noção do ridículo.

Esse era um tutorial simplíssimo e brevíssimo de como evitar calotes nesta profissão. Por conta de um Whatsapp, cujo print está no meu instagram (@claudemarchi) e facebook Cláudia de Marchi (me siga!), de um idiota me oferecendo uma “contraproposta” para eu sair com ele por R$ 350,00 ao invés de R$ 500,00 ele foi aumentado.
Mas, pela ordem, vamos lá!
Meninas, no nosso trabalho a gente enfrenta riscos e devemos minora-los tanto quanto pudermos. É o que fazemos com a nossa saúde usando preservativos e fazendo exames semestrais, com a nossa segurança atendendo em nosso ambiente ou em hotéis, por exemplo. Evitar 100%? Só se nos tornarmos profissionais demasiado chatas e, consequentemente, perderemos bons clientes, bons orgasmos e boa grana.
Por exemplo, se colocarmos álcool gel e obrigarmos o cliente a usar. Uma bela medida profilática de várias doenças, certo? Mas radical e bastante broxante. Ao menos eu acho. Alguns riscos, repito, são inevitáveis ou, se resolvermos “evita-los”, estaremos nos prejudicando por “outros lados”.
Viagens, por exemplo! Como evitar um calote? Cobrando, no mínimo 50% adiantado e 50% até o ultimo dia. Se o cliente se opor a pagar tal percentual antes de você regressar para a sua cidade, brigue, chame a PM e registre um boletim de ocorrência. Sim, minha cara, VOCÊ ESTÁ NO SEU DIREITO! E fique num hotel, faça isso de lá.
Hospedagem? Ele dá o cartão de crédito dele em garantia e paga, obviamente. Nunca forneça o numero do seu cartão de crédito ao cliente. Passagem aérea? Por conta dele. Só considere a viagem agendada QUANDO ELE LHE MANDAR AS PASSAGENS AÉREAS. Até lá se trata de mera possibilidade.
Pernoites? Cobre adiantado o valor integral. Mediante TED ou pagamento no inicio do encontro. Evite problemas no dia seguinte, você nunca sabe se o cliente não vai roncar ao dormir, então, nada como evitar um problema na manha seguinte, certo?! Se ele não aceitar, não durma com ele.
Evite pernoite na sua casa. Se o cliente quiser, ele que banque um hotel. Você pode atender em sua casa, mas dormir é algo muito intimo e “afetuoso”. Claro, a preferencia nestes pernoites é por sexo a noite inteira, mas dificilmente um homem consegue tal proeza, então resguarde a sua privacidade. A do seu lar, enfim!
Agora, cobrar o valor da hora adiantado, em minha opinião, é uma “errada” sem tamanho! Ah, se você quiser clientes fieis e gostosos, terá que assumir o risco de receber ao término do encontro. É muito frustrante o homem chegar pagando. O legal é ele se empenhar um pouco, esquecer que está alugando a sua companhia. Fazer você gozar muito, gozar com você e, de repente, ao término, AMBOS SE LEMBRAREM DE QUE VOCÊ HAVIA SIDO CONTRATADA VERBALMENTE.
Eu, pessoalmente, jamais vou cobrar adiantado dos meus clientes. Se eu perder? Registro BO e cobro meu cachê no Judiciário! Simples, afinal, eu não tenho porque esconder o meu trabalho ou do que me envergonhar.
Acho que todas devemos reagir com união em face da marginalização imposta ao nosso trabalho e isso começa pelo nosso protagonismo e ausência de vergonha dele. Enquanto nós introjetarmos e, através da nossa omissão em face da sociedade por meio de disfarces e fotos manipuladas, darmos força a nossa própria marginalização, nada irá mudar.

Eis que chego ao assunto da barganha, da ridícula pechincha!

Se você cobra R$ 10,00 pra chupar um cara, não faça isso por R$ 5,00. Se o seu programa completo é R$ 300,00, não faça por R$ 200,00, se for R$ 150,00. Não faça por R$ 80,00! Não mude o seu preço!
Quem chega até você barganhando já começa lhe faltando com respeito. Colocando preço no seu corpo e no seu serviço. Um cidadão deste naipe não merece ser atendido. Aliás, não merece uma foda de qualidade, ainda que gratuita. É um machista, misógino que acha que o seu corpo deve girar em torno da sua pica de ouro!
Vejamos um clássico exemplo de um otário asqueroso e sem noção do ridículo. Ou melhor, de quão ridículo ele é:



Se o cara acha que tem a pica de ouro a ponto de chegar a você pechinchando, então ele que faça como você fez com sua amiguinha ali “embaixo”: coloque preço e alugue, mas não vá até você querendo colocar preço na sua “fonte de renda”.
Barganha é desrespeito e você não deve aceitar isso em hipótese alguma! 

Não pode pagar meus R$ 500,00? Procure uma de R$ 250,00 a hora. Não pode pagar a de R$ 250,00? Procure a de R$ 100,00, mas não queira, jamais, que a gente diminua o preço da nossa hora! Porque eu não aceito, e você, prezada colega, também não deve aceitar.


Beijos de luz!

3 comentários:

  1. Simples assim. Como corretora minha comissão é de 6%, no mínimo fifity quando um colega tem o cliente, menos que isso NÃO. Sinto muito pode fechar com outro corretor, tb não aceito barganha do meu trabalho.

    Apoiadíssima !

    Bjs de sua lésbica favorita !!!

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  2. Gosto muito de seu blog , tava me sentindo sem estimulo , mas ao ler seu blog , logo me inspirei . Então é desse modo que nos sentimos , querem desconto e não aceito , bloqueio no whats na mesma hora.

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    1. Ai Pietra!!!Fico feliz! Bloqueia na hora, querida! No que é teu, no que tu oferece e no teu trabalho macho nenhum tem o direito de colocar preço. Eu tenho a seguinte base: o cara que pechincha é justamente o tipo mal educado e escroto que não quero como cliente! Posso perder grana, mas dignidade e o meu valor eu não perco! Cara que acha que tem o pau de açúcar pra vir pedir desconto, então que jogue água e engula, eu quero é distância! Risos...! Beijos, gata!

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