Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Tutorial sobre respeito às acompanhantes.

Tutorial sobre respeito às acompanhantes.

O que vocês veem na imagem abaixo (erros de português ou digitação não contam)? Bem, vocês veem um cidadão brasiliense que mandou mensagem SMS para uma colega minha faltando-lhe com o respeito.

Na mentalidade de alguns homens, os grosseiros, sobretudo, a acompanhante tem obrigação de sair com ele, porque ele está se dispondo a pagar o valor cobrado. Esses androides erram feio, erram rude!
Assim como todos os que acham que o que fizemos indicia falta de valorização própria. Se não nos valorizássemos estaríamos fazendo de graça. Nós escolhemos sim. Nós reparamos erros de português sim e nós temos o direito de fazer isso, porque dinheiro não compra tranquilidade e nem o nosso prazer. Vide conversa abaixo (o que eu falei está de amarelo, caso alguém se perca):

Ela tem o direito de não gostar de obesos, eu tenho o direito de não gostar de homens que escrevem mal e falam pior ainda. Todas as trabalhadoras do sexo tem o direito de dizer “isso eu não quero, isso eu não faço”.
Porque dinheiro pode ser bom, mas paz de espirito é melhor ainda. E, a gente tem. Sim, caro miserável preconceituoso a gente dorme como anjos. Não estamos traindo o marido, não estamos dormindo ao lado de um cara com quem casamos e procriamos por dinheiro, não estamos usurpando os cofres públicos, não estamos roubando ou aplicando golpe de estelionato por aí. Nós não somos o Cunha, o Feliciano, o Bolsoinútil e coisas afins! (Sim, coisas).
Fizemos o que gostamos, temos nossas metas, nossos planos, cuidamos da nossa mente, do nosso corpo e do nosso bolso. Não estamos contrariando lei alguma, ou seja, a escolha é algo que temos pelo fato de sermos humanas e homem nenhum tem o direito de criticar tal fato.
Eu pessoalmente, conheci, já fiquei e até namorei com homens que, hoje, se me oferecerem o quíntuplo do que cobro pela hora, eu não sairia! Porque enquanto a gente não conhece o cidadão, enquanto resta um contato galante e educado, existe tesão, a partir do momento em que há “conhecimento” da forma com que o outro pensa e quem ele realmente é, ah, meu caro, aí não tem dinheiro que me convença a fazer sexo com o cidadão! É o caso, dos políticos que citei acima, por exemplo!
Enfim, respeitar ao próximo significa aceitar as suas decisões sem ofender, sem ser desrespeitoso e grosseiro. E nós merecemos respeito, se isso lhe é impossível, baby, então, sinto muito, mas você é grotesco. Um animal grotesco.
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 04 de julho de 2016.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. A gente pode se irritar, rir pra não chorar e ficar indignada, mas triste mesmo deve ser um tipo desses: sem culhões, sem vergonha na cara, sem inteligência, sem cultura e sem grana! Risos...

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  2. É verdade , querendo ou não é o nosso trabalho , muitas pessoas fazem disto de sua principal renda , mas merecemos respeito.

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  3. Sou acompanhante de luxo por OPÇÃO e FETICHE MEU! Gosto de sexo, aventuras, se voce tambem gosta me chama aqui kkkkk beijos.. porto velho acompanhantes

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