Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"Como eu faço para virar acompanhante?"


"Como eu faço para virar acompanhante?"

Estamos frente a uma geração que tem preguiça de pensar, de se informar e de agir por conta própria, uma geração de pessoas que quer as coisas “mastigadas” e é demasiado leniente para agir por conta própria e para pensar, inclusive! É a geração que faz acusação (sem provas) via PowerPoint: está tudo lá desenhadinho, esmiuçado ao máximo, (apesar de vazio no que diz respeito ao nexo)! Geração chata pra cacete e, digo mais, intelectualmente atrofiada (né MPF!?)! 
Enfim, uma geração que sequer consegue ler e entender textos e tutoriais didáticos! E termina, seguidamente, me remetendo aquelas vãs perguntas: “Ajude-me ‘to’ com problemas financeiros, como faço pra virar acompanhante (?)”, “eu sempre quis ser acompanhante, mas não sei como chegar ‘lá’, me ajuda.” Como se eu, uma pessoa exigente, culta e madura, com apenas 5 (cinco) meses de experiência e que se “arranjou” sozinha fosse a “rainha do conhecimento” desta atividade! 
Gente, eu só ganhei um pouquinho de fama porque deixei de lado 11 anos de advocacia (sim, com OAB, obviamente cidadão inculto! Não existe advogado sem OAB, a exceção da Marcela Temer aos olhos do marido.), além da academia jurídica, pós-demissão injustificada. Se eu mudei de ofício somente pela necessidade? Não! Claro que a revolta profissional aliada a um gosto devasso por sexo e ausência de romantismo, impulsionou-me a me tornar uma acompanhante de luxo. 
Luxo, porque culta. Luxo, porque falo português e escrevo corretamente. Luxo, porque me visto de forma elegante e não ando com um cartaz escrito “GP” na cara. Luxo, porque converso sobre política à filosofia. Luxo, porque tenho seios naturais e um corpo durinho, tal como os meus amados peitos. Luxo, porque sou divertida e humorada. Luxo, porque aonde eu for todos me veem como uma lady! 
Luxo, porque não vou para boates, bares, lanchas ou festas cheias de bêbados ainda que me ofereçam o valor equivalente a um carro popular novo de cachê. Luxo, porque sequer atendo a telefonemas em horários deselegantes. Luxo, porque não vou à festa regada a álcool e cheia de macho bagaceira, como despedida de solteiro, por exemplo. Luxo, porque não vou a casas de swing e nem participo de orgias. 
Luxo, porque exijo o respeito que é meu por direito, no Whatsapp, nos telefonemas e tèt a tèt. Luxo, porque não preciso ir a passeios em iate cheio de desconhecidos enchendo a cara e cheirando pó para me sentir a última Coca-Cola do deserto. Luxo, porque gosto de educação e não tenho limites entre quatro paredes com um homem. Luxo, porque só faço o que desejo e mantenho minha paz e dignidade intactas. Luxo, porque gozo demais, tenho multiorgasmos e não preciso de lubrificante pra nada. Amo o que faço e faço com prazer. 
Enfim, queridinha se você não consegue ler e interpretar o que eu escrevo e seguir meus tutoriais (acesse www.claudiademarchi.com.br e verifique-os, quiçá, novamente!), então eu nada poderei fazer por você! Tá falida e quer virar garota de programa, mas não ama sexo? Vá fazer qualquer outra coisa. Não tem maturidade para se impor, para impor limites e ter seletividade? Faça outra coisa ou vai perder a dignidade nesta profissão. 
Eu não aconselho ninguém que chega até mim cheia de “mimimi” curiosidades, mas não demonstra ter capacidade de ler, pesquisar e estudar sobre o que tanto "deseja" fazer. Respondo com o silêncio ou com "acesse meus tutoriais no meu site, tem tudo lá". Capacidade de interpretação de texto é o mínimo que um ser humano deve ter nesta vida, se você não consegue compreender tal fato tente fazer algum trabalho mecânico que requeira de pouco a nada do seu cérebro. 
Vou, por fim, mandar o “papo reto” pra vocês: eu sou a favor do empoderamento da mulher acompanhante. Sou a favor da regulamentação da profissão, que não é crime! Sou a favor de poder fazer declaração de IR bem “certinha”, de recolher INSS, de, se empregada for, ter CTPS assinada! 
Sou a favor do fim dos codinomes, da hipocrisia, da vergonha do que se faz! Portanto, não me venha com “mimimi eu preciso ajudar minha família, mas ‘deusmelivre’ se souberem”! Vá tomar vergonha na cara e adquirir brio minha filha! Se eles podem receber o seu dinheiro devem saber de onde vem e manter a matraca fechada! Quero a legalização da profissão, quero a PL Gabriela Leite aprovada e não estou na internet pra dar dicas de como virar acompanhante pra quem sequer sabe usar o Google ou ler os meus tutoriais no site! Ler e pensar ainda são gratuitos e não tributados! Aproveite baby! 

Brasília/DF, 22 de setembro de 2016
Cláudia de Marchi


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