Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Piadas do inicio de setembro.

Sobre as piadas do inicio de setembro.

Ontem, após saber do falecimento de um ex-aluno, estava assistindo seriado quando recebo a seguinte mensagem:

Eu tento não ser sarcástica com os seres humaninhos, mas jovem, o que é isso? Faço questão de diferenciar a prostituta, a garota de programa da acompanhante de luxo, frisando que está ultima além da tara por sexo, tem cultura, elegância, eloquência e fineza. Daí tal pessoa tem “tal” ambição, porque se “espirou” em mim!
Vide comments:








Ah, pelamor né!? Custa o que ler? Custa o que se tornar culta? Quer ter só bunda, coxa e um monte de roupas vulgares para oferecer? Não será acompanhante de luxo, mas garota de programa. Prostituta, quiçá!
Quer achar que entender e falar inglês é “chique”, quer ir à hotel ou boate caçar cliente? Será só garota de programa ou prostitua. Ponto! E ser “só” não significa inferioridade. Afinal, este publico agrada à inúmeros homens, assim como fast food agrada a muitos paladares. Questão de gosto, baby!
Ah, hoje fui "obrigada" a fazer o seguinte post no meu face:




Jovem metido a gostoso, inculto e sovina. Ou pobre mesmo!
Cara, tenho clientes lindos, charmosos, cheirosos e gostosíssimos que me matam gozando!
Vem dizer que não “precisa” pagar por sexo? Filho, nenhum homem abonado precisa, pagam os que valorizam a minha excelente companhia e sexo. Pagam os que sabem que meu preço é alto, porque me valorizo e que não me vendo por “trovinha” desnecessária de quem se acha “poderoso” e pega menina interesseira ou bêbada na balada!
E o miserável abaixo, que me abordou (infelizmente) no whats neste final de tarde de sexta-feira? O que o define?






Perceberam que o que "define" o párea, neste momento, me parece definir a classe das garotas de programa e prostitutas que, erroneamente, se intitulam acompanhantes de luxo, porque fazem fotos bonitinhas, malham 2 horas por dia, mas não tem um pingo de seletividade, senso negocial, cultura, ética  e finesse. 
Ah, gente! Pelamor! Não haveriam homens lixo, deste naipe, se não existissem mulheres do mesmo naipe no ramo em que, felizmente, atuo!
E me envergonham muito. Muitíssimo! Enfim, "garotinhas", voltem duas casas, recuperem a sensatez, a lógica e o autorrespeito que logo, logo este tipinho barato de porco chauvinista deixará de nos importunar! 
Ou seja: me poupem, se poupem, nos poupem!
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 02 de setembro de 2016.

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