Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Como ser broxante em 8 passos, digo, prints

Como ser broxante em 8 passos, digo, prints.

1- Sinto que é extremamente difícil para o homem de inteligência mediana compreender que uma mulher (mulher, não menina, mulher, não garota) resolva virar acompanhante de luxo e fazer só o que ela gosta.
Eu não gosto de me masturbar, ou melhor não pelas "formas convencionais" que os homens adoram ver, enfim, lhes conto um segredo: desde os 7 anos eu tenho uma maneira diferente de obter prazer comigo mesma: eu “tranço” as coxas e vou comprimindo e fazendo força com os músculos da minha vagina até gozar. Demoro certa de 1 minuto para ter um orgasmo assim.
Ou seja, enfiar minhas belas e grandes unhas em mim não me apraz. E quando algo não me apraz eu não faço por dinheiro algum, caso do ménage com mulher, da inversão, de ir nesses clubes toscos de swing e etc..
Eis que, 32 anos após a aventura "Tudo por uma esmeralda", vem o mocinho com "tudo por uma punheta"! (sendo vanguardista: pagamento pra ele se chama "agrado"!). Ou seja: desagradável, desnecessário, deselegante e broxante.


2- Por falar nisso, o cidadão abaixo já ouviu de mim umas três vezes que não faço ménage. Foram vários foras tomados, mas, apesar disso, meses depois voltou com a mesma ladainha! Omi, deixa eu lhe falar o seguinte: dinheiro não me compra! Eu só faço o que gosto! Não quero saber de suruba nunca na minha vida!
Tá aí um macho que não distingue uma garota de programa da acompanhante de luxo que, ao contrário da primeira, não "topa tudo" independentemente de predileções apenas no afã de ganhar dinheiro e gasta-lo, quiçá em banalidades fúteis. Sim, foi devidamente bloqueado!


3- O abaixo chega ao ápice da idiotia, portanto dispensa comentários. Mas, convém retificar, o bloqueio foi gratuito e eu daria os “cinquentinha” para ele nunca mais importunar mulher nenhuma com sua tosquice.


4- E, o que dizer deste ilustre desconhecido que, inclusive, me chamou de “amiga” mesmo sem ter ganho/conquistado intimidade que, em pleno domingo, resolvi dizer que não sei quando virá à Brasília e me conta um disparate destes?
Meteoro?! Cadê você? Pode vir, não se faça de rogado! O cidadão desconhecido (e continuará sendo, pois bloqueei) conta como se fosse "lindo", "excitante" enquanto quase me fez regurgitar! Se foi mentira? Por favor, amigo, em que pese eu seja contra mentiras, mas só o faça quando for pra se fazer passar por uma pessoa nobre, valorosa e íntegra, não por um cachorro no cio.

5- Tá vendo esse tipo de "omizinho"? Esses tipos de "elogios"? Dão-me nojo e mostram que a pessoa não tem finesse, respeito e educação. Primeiramente, "elogios" de quem não me conhece bem em nada me tocam ou enaltecem. Em segundo lugar tenho ojeriza aos termos "gostosa", "gostosona" (éca!) e "comer". Enfim, tá ai o típico cidadão que não terá a minha companhia nem por R$ 600,00 por minuto! (Sim, aumentei o valor da hora).

6- Eis aí outro fã de termos vulgares usados na hora impropria, na hora da abordagem da dama. Dispensado e bloqueado com sucesso.

7-  Mais um da série falta senso do ridículo no mundo! Da série não fico "batendo papo" no WhatsApp. Da série posso morrer até o dia 20, então não perca tempo puxando assunto. Da série não me chame de "delícia", pois eu não me chamo chocolate. Da série quer bater punheta, assista filme. Da série gosto de objetividade.Da série falta respeito, leitura e interpretação de texto no mundo (eis as crônicas no meu site sendo ignoradas, afinal, "pra que ler se posso ver foto e me masturbar!?". É omis, alguns de vocês não tem defesa. Perco dinheiro, mas fujo de ogros!).


8- Por fim, SOBRE CONVERSAS NO WHATSAAP, antes de eu conhecer a pessoa tèt a tèt: não gosto. Gosto de homens objetivos, educados e extremamente sérios no contato inicial. O cliente abaixo, custou, mas compreendeu e, inclusive, tivemos um excelente encontro:


Eu queria de volta todo o tempo que gastei com ex-namorados falando no MSN, WhatsApp, FaceTime e etc.. Não somente com ex, mas com todos os sujeitos que pareciam ser interessantes, íntegros e legais. Queria de volta a distração da leitura, a pausa no filme, o atraso na feitura da peça processual, a bateria do celular descarregada.

Dai, agora que o meu tempo é, literalmente, dinheiro, que não quero envolvimento emocional (deusmelivre) com homem algum, tem os ousados que querem puxar assunto no WhatsApp, "mimimi me conhecer melhor" e etc.. Ah, não né?!

E, para ajudar, surge um sujeito que viu minha página (ao que tudo indica, quando me chamou, só havia visto as fotos mesmo) e diz que deseja me levar ao Rio:



Após, leu o preço e já mudou de discurso “de repente faço um bate e volta em Brasília”. Daí, queria me depositar algo, mas inicialmente eu disse que não precisava. Mais tarde, veio com mimimi saudade (Hã!? Saudade de quem se nunca me viu na frente?!). E, por fim, quando fixei um preço para o “namoro virtual” proposto, ele revelou que não tem R$ 100,00 por dia para me pagar e fiquei livre.

Gente, eu tenho dois blogs, uma página na internet, facebook, Instagram, artigos publicados e até meu lattes deve estar on-line! Quer me “conhecer melhor”? Se vira malandro, não vou parar minha maratona de séries ou leitura pra "prosear" com você! Quer me conhecer? Marca! Daí a gente conversa, antes disso, jamé!

Ademais, romance comigo? Sendo que nunca nem beijou? Baby, quer "namorar" e iludir? Quer se fazer de encantado e apaixonado sem nunca ter me visto e tocado (mesmo sendo casado)? Entra no Tinder ou programas afins. "Aqui" não tem "mimimi"! Passei da fase, ah, e como passei!

Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 11 de outubro de 2016.


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