Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

"Por que você é 'cara'"? (Primeiramente, porque você é patético?).




"Por que você é 'cara'"? (Primeiramente, porque você é patético?).

Quarta-feira num horário já bastante deselegante (quase meia noite) recebo uma ligação. Cidadão pessimamente articulado num papo cheio dos "e aí", perguntou qual o valor do meu cache. Respondi, não bastasse a falta de fineza no contato inicial o macho tosco disse que sou "cara" e perguntou-me o porquê. 
Não respondi de forma grosseira, obviamente. Pedi para que lesse o meu site e se informasse para tirar as suas conclusões. Então ele disse que "sei, você era advogada, professora" e tornou ao: "E aí, tem como fazer um valor que fique bom pra mim e pra você?". Respondi que não mudo o meu preço
O valor do meu cache não gira em torno do meu currículo passado, especialização, 11 anos de advocacia e magistério em ensino superior. Mas em virtude do trato, da seletividade, da aparência, da elegância e da minha insaciável tara. Da entrega, do gosto pelo que faço, não apenas pelo vil metal, da ausência de fingimento e muitos outros detalhes que seguidamente são "desabonatórios" na conduta de 9 em 10 profissionais do sexo. Isso sem contar os diálogos, a cultura, a postura, a fineza, a os cuidados pessoais, o humor explícito e a inteligência. 
Os meus clientes me contratam para ter uma, duas, três ou mais horas de "namoro" comigo, não meramente pelo sexo, pelo meter, gozar e ir embora. 


Além dos trajes finos que me permitem ser apresentada como uma dama de alto nível em qualquer ambiente. Além da cultura, de ter assunto sobre tudo. Enfim, eu sou uma mulher cara: desde a minha biblioteca de livros até os meus perfumes e cosméticos. Nunca fui e nunca serei barata e prefiro não atender a ceder a pechincha de homem sem classe e educação. 
Só homens realmente seletivos se atraem pela Cláudia de Marchi acompanhante. Estou trabalhando APENAS 6 MESES neste oficio, já estive em diversas matérias jornalísticas, mas faço questão de nivelar "por cima" a minha clientela


Em dois meses anunciando no site mais digno dentre os existentes na cidade existem alguns comentários de clientes que podem saciar qualquer dúvida desde que o cidadão que o acessa pense com o cérebro e não com o pênis e, desta forma, consiga ler. 
Aliás, no início do anúncio eu já peço para o leitor ler o perfil e os comentários de alguns clientes. Boa parte da minha clientela não é afeta à conversas em redes e, menos ainda, a escreverem no lixo misógino denominado GP Guia, mas, claro, alguns escreveram respeitosamente a meu respeito. 

A título exemplificativo:




Ou seja, se esses singelos comentários sobre uma VERDADEIRA acompanhante de luxo que está, há míseros 6 meses e 10 dias, trabalhando na área, não forem instrutivos, explico: 

1-o corpo é meu, o cérebro, a beleza e infinita taradice também, logo cobro o que acho razoável (e ainda acho pouco!); 

2- o meu objetivo nunca foi ter grande fluxo de clientes: quero poucos e bons, não muitas transas, mas todas nas quais me entrego por inteiro, a minha dignidade e seletividade sempre estão em primeiro plano pra mim, não quero ser a "top" que não renega ninguém, quero ser a melhor para os "alguéns" que me procuram cavalheirescamente e é por isso que eu amo o que faço e não faço nada além do que ME DE PRAZER;

3- não pode me pagar ou acha caro para o seu bolsinho? Dane-se! A maioria cobra menos e está aí, é só contratar, não precisa ser ridículo querendo "desconto"; 

4- leia os comentários e o diário no www.claudiademarchi.com.br, mas nunca ouse querer negociar o meu preço! Ou o de pessoa alguma, porque isso é de baixíssimo nível! Aprenda a ter respeito e recupere a finesse e educação que, talvez, nunca tenha tido, mas tente! Se esforce, você não é uma ameba! (Eu acho.)



Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 20 de outubro de 2016.

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