Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Quinta-feira que terminou com um squirt no rosto de um delicioso cliente assíduo (+ alguns desabafos sobre a semana...)



Boa noite gente linda!
Eu não havia comentado com ênfase, mas tive dias difíceis. Psiquicamente complexos, eu diria. O dia do professor, dia 15/10, foi um gatilho de memória para muitas lembranças!
Eu realmente amava dar aula, amava tanto que, apesar do salário parco, nunca levantei um dia sem ânimo, nunca senti azedume sequer numa segunda-feira. 
Então, de domingo até metade desta semana senti saudades: da casa que meu avô comprou e eu quitava o financiamento, da minha piscina, das aulas, do estudo jurídico, de poder ter meu pai e minha irmã mais próximos de mim e, sobretudo, dos planos desfeitos! Sempre que algo finda a gente imerge numa melancolia tragicômica: bate-nos, como diria Renato Russo, uma saudade do que ainda não vivemos ou, no meu caso, nunca viverei. Nunca da forma "primeiramente" desejada e planejada. A forma com que estes sonhos me foram tirados em tal época me causa certa inegável raiva. Algo que sentimos frente ao injusto, ao injustificável, para ser mais clara. 
Terça-feira, além de ter recebido um cidadão com sérios problemas oftalmológicos eu estava furiosa. Minha tristeza costuma tornar-se agressividade, às vezes. Quebrei o espelho do meu banheiro com um soco, numa crise de choro e lástima. 
Adoro minha profissão, quero fazer muito pelas profissionais do meio, na verdade, gostaria de fazer muito pelo mundo escrevendo e fomentando uns lemas: menos hipocrisia, mais alegria, menos "fazer pra agradar", mais ser feliz e agradado, afinal gente feliz e de bem consigo mesma não tem tempo pra criticar a vida alheia e citar versículo bíblico para condenar o "pecado" alheio. 
Todavia, embora eu seja pró sororidade, a união entre as mulheres em irmandade, quando vejo certos anúncios, quando noto o proceder de algumas pseudo-acompanhantes de luxo que estão mais para prostitutas que anunciam num site legal, eu me desaponto. 
Assim como me espantava com a ambição dos colegas advogados que, passando por cima de princípios éticos e morais, corrompiam-se em prol do dinheiro. 
Vejo isso neste meio atual e meu estômago embrulha. Porque esta profissão é digna sim, merece respeito sim, mas precisamos batalhar por ele se ele não nos é dado. Todas merecemos respeito, mas convenhamos em dizer que nem todos os homens nos respeitam. Eis aí um Congresso que se vale de prostitutas de rua e de garotas de programa, mas que não aprova a PL Gabriela Leite colocando-as à margem da sociedade. 
Mas, onde está o brio desta mulherada para batalhar pela respeitabilidade merecida? E isso pode ser feito em pequenos atos: exigência de respeito a horários de ligação, não sujeitar-se à tudo só pelo prazer do homem, mostrar-se à ele como uma mulher que gosta de sexo e quer se divertir. Estudar, vestir-se bem, não aceitar negociação de valores e etc.. Mas, percebo que uma minoria faz isso. O que me desaponta e até enfurece. Como falar em prol de quem não se ajuda?
Os homens ridículos que me ligam ou mandam mensagem falando besteira e me faltando com respeito fazem isso com outras e, sei bem, essas outras os chamam de "meu amor". fingem orgasmo para faturar os seus "reaizinhos" fomentado no macho, obviamente, ogro e quase aborígine, a ideia de que nenhuma acompanhante merece respeito.
Enfim, são batalhas diárias em que, sinto-me lutando sozinha, motivo pelo qual recuso-me a entrar em páginas ou ter qualquer amizade com pessoas neste ramo: não quero me anojar ou me irritar ainda mais. 

É triste existir oprimidos fomentando a opressão.

Bem, meu dia foi calmo, ligações descabidas, mas, por fim, quase tarde da noite, um cliente assíduo achou um tempinho para vir me ver! 
Veio animadíssimo! 
Beijou-me ardentemente deste a porta de entrada do apartamento, me jogou na cama de uma forma brutalmente gostosa, tirou minha calcinha e me chupou loucamente enquanto masturbava meu cu! 
Fiz um squirt na cara dele e ele ficou louco! Estava quase gozando, então pegou a camisinha, colocou e meteu no meu cuzinho comigo de pé! Sentiu eu gozar de escorrer pelas pernas e jorrar no chão e gozou! Quase uivando...Risos...
Foi ótimo! Todavia, ele estava com pressa, pois devia voltar ao escritório terminar uns compromissos urgentes para amanha!
Fiquei, organizei meu quarto, minhas roupas! Como estou me recuperando da minha semana da saudade, achei por bem reorganizar de roupas à semi-jóias, de calcinhas a trajes sociais! 
Agora vou descansar minha beleza!
Beijos de luz, seres de luz! 
As fotos são um presentinho de véspera de sexta-feira, mas podem ser acessadas em "ensaios" no www.claudiademarchi.com.br ! Bye!

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