Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Recadinho do coração!

Amiguinhos e amiguinhas, por favor parem de me mandar um vídeo de uma "entrevista" com uma garota de programa que largou a faculdade de Psicologia e o trabalho de escort (digo, de "modelo") em feira de automóveis no RS para vir à Brasília transar por dinheiro com deputados, senadores e ministros (segundo ela). 
Primeiramente, não gosto de ser comparada, menos ainda com quem está no ramo há mais tempo que eu e é mais jovem (se liguem, estou em Brasília há menos de 7 meses e nunca me vendi esteticamente na vida, pelo contrário como advogada e professora só o intelecto devia "pesar"!). 
Em segundo lugar, não dou entrevista e jamais darei uma contando a rotina de meus clientes que, ao invés de estarem trabalhando pelo país, estão me pagando para transar (segundo a moça). "Terceiramente" eu jamais conseguiria transar com essa laia, porque não estou aqui só pelo vil metal ou para aparecer na imprensa, mas, se transasse não contaria pra mídia. Questão de ética profissional (quem me julga "indiscreta" pelo site obviamente não tem perspicácia pra ver o quanto omito). 
"Quartamente" me contento com os orgasmos que tenho e com meu estilo de vida, ter dignidade, vergonha na cara e inteligência me bastam. 
E, "quintamente" em pleno 2016 largar um curso superior é muita ignorância. O estudo abre a mente, a leitura edifica a alma. Da mesma forma que é péssimo só divulgar fotos "moídas" no Photoshop (pronto falei em nome de meus clientes que vivem reclamando dos 171 estéticos das minhas "coleguinhas").
Vocês não fazem ideia da quantidade de discurso falacioso que surge em programas de televisão a respeito de acompanhantes, prostitutas e garotas de programa que, rotineiramente, saem por R$ 300,00 e inserem um "zero" a mais em entrevistas para valorizar o "passe". Agora que estou no "meio" sei muito bem disso, portanto, não se iludam! Obrigada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário