Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

25/11- Dia internacional da NÃO violência contra a mulher.

25/11- Dia internacional da NÃO violência contra a mulher.

(Inicialmente, crônica a parte, hoje era dia do meu adorável "sextiano" e ele não pode vir. Restou-me lamentar a sua ausência.)

Retornei ao facebook, afinal não devo nada à ninguém, coincidentemente, hoje, dia de meu retorno é o dia internacional da não violência à mulher e, ano passado, postei a foto abaixo com a respectiva sincera e dolorosa legenda:


"Em homenagem a todas as mulheres neste dia da não violência. Tive uma única relação abusiva. Infelizmente com o cara por quem, pela inexperiência, mais me apaixonei. O abusivo é como um predador! Ele escolhe a presa mais frágil, mais entregue! E o abusivo se apaixona, mas ele não sabe amar, nunca saberá! Ele quer o que ele quer e quer fazer de você um joguete. Acontece que os abusivos não ficam com mulheres fortes. Eu era uma jovem de vinte e tantos, filha única, carente pelo divórcio dos pais, valorizava mais o lado afetivo do que o profissional (sim, eu ja estava formada!). O abusivo usa de suas próprias crenças contra você! Se você é kardecista e ele gritar com você, lhe empurrar ou tentar lhe estrangular ele dirá que esteve sob influência de "maus espíritos". E vai chorar, lamber os seus pés e pedir perdão. Ele descobre seus pontos fracos e lhe manipula. E não, você não gosta de apanhar ou ser humilhada, você é só uma mulher apaixonada, com a auto estima estraçalhada e com dependência emocional. Você não é uma insana ou uma doente."

HOJE, PORÉM, RESOLVI FAZER UM ADENDO AO TEXTO ESCRITO EM 25/11/15:

E neste dia, este post é pertinente, mas, "falarei" melhor: o abusivo não precisa ser o namorado, o parceiro, o marido. 
Mas o cara que te faz pedir perdão mil vezes pela mesma coisa e, ainda assim, não demonstra solidariedade e afeto. Ele pode ser o que fere o seu ego, o que engana, o que não sabe falar a verdade e jura que faz isso por piedade, não por egoísmo ou covardia. 
O que sente ciúme de quem é livre, bate, chacoalha, empurra e frente à um pedido de socorro lhe chama de insana. 
O abusivo pode ser o cara que "compara" uns tapas que tomou de um ser com 57 Kg, com empurrões, tapas nos ouvidos e chacoalhadas tomados por uma mulher de um homem com 90 Kg. O abusivo é o que não tem empatia e compaixão. 
Mais, "o abusivo" pode ser a mulher que acha justificável a agressão à outra, a defasada intelectual que diz que ela "pediu" pra apanhar, porque estava alegre. 
Abusivo é quem acha que a mulher agredida por quem conhece há meses não foi "precavida" o suficiente. Abusivo é quem não sabe nada das suas dores, mas insiste em lhe julgar como se você fosse a capa de um livro ou sinopse de um filme. 
Abusivo é quem não sabe nada dos seus traumas profundos e os malbarata, afinal, "quem é você mesmo?!". Pra ele, ninguém. Para o mundo e para a sua vida, tudo. A única pessoa capaz de lhe tirar da lama em que o machismo, a ignorância, a misoginia e o egoísmo alheio lhe inserem. Sim, a única!



Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 25 de novembro de 2016.

3 comentários:

  1. Fico imaginando o que a coitada da esposa do traste pode estar passando .

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    1. Eu também, agora entendo porque ele me disse que ela adorava e nem se importava quando ele ia "pescar"!

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  2. Muito legal seu blog e sua sinceridade!

    garotasnaturais.com.br

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