Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 29 de novembro de 2016

29/11/16- Uma mensagem.

Postei hoje, no https://www.facebook.com/claudemarchi1204, a mensagem abaixo:

Amem, pessoas! Simplesmente, amem! Acarinhem, cuidem, demonstrem em atos e em palavras sinceras o seu prezar por quem lhes cerca. E que você não precise deparar-se com um trágico acidente (maior demonstração da perenidade da vida!) para pensar que você poderia ter amado, se entregado e vivido mais os seus dias e sentimentos! 
Está é a lição do dia. Está é a lição de cada acidente fatal com seres que você desconhece e "partem" para sempre deste mundo. Está é a lição de cada "linha reta" nas UTIs de qualquer país. 
Está é a lição da vida: a morte nos ronda diariamente, mas você tem vivido ou meramente "existido"? Amado ou meramente "vivenciado"? Se entregado ou apenas recuado para manter a tranquilidade? Face a única certeza da vida (a morte), a resposta é VIVER! 
Não é difícil, o problema é que você se acostuma demais e se entrega "de menos". Mas, não devia. (Deixo aqui meus sinceros pesares a cada pessoa que hoje sentiu o coração doer, por empatia, parentesco, amizade ou "torcida").
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 29 de novembro de 2016. 

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