Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sexo pago.

Vou "mandar" a real sobre o tal do sexo pago, ao menos pra mim, que faço apologia ao "relaxa e goza" e não ao "termina logo e me paga cabra da peste... aiiii... uiiii....aiiiiiiiiiii", enfim, tenho para dizer que tendo seletividade o sexo pago é idêntico ou mais excitante que o sexo gratuito e mais, é indenizatório em si mesmo: se o encontro for ruim, se o cara for um babaca narcisista, se só souber gabar- se de suas posses, se for invasivo, chato e sem graça, o dinheiro irá lhe indenizar! 
Muito melhor do que ficar semanas ou meses de papinho nas redes sociais, transar após uns jantares, ver que o cara é um bosta e pensar na lingerie comprada, na 3G desperdiçada e no tempo inutilmente empregado para conversar com um otário, que, certamente, descontente por ser rejeitado e bloqueado, vai lhe chamar de "puta" do mesmo jeito! 
Isso sem contar a imposição de respeito trazida, na sociedade machista, pelo valor pecuniário atribuído ao ato: você não está se vendendo pela esperança de casar, pelo "doutor", pelos hectares, por nota ou por uns drinks! (Como eu já disse em outro texto, segundo o Dr. Carl de Lie to me: "Todos nós pagamos por sexo pelo menos as prostitutas dizem o preço".) 
Ademais, acredite há muito, muito mais respeito! Claro, isso quando o cliente não é um bebê que se acha o pica das galáxias, mas, neste caso, você foi indenizada pelo pagamento! Sorria feliz, bloqueie o rapaz e tome um café!
Beijos de luz!

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