Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sobre minha primeira experiência com pet shop em Brasília.

Gatos são como mulheres inteligentes: gostam de quem gosta deles. Não aceitam esmolas afetivas. Não suportam falsidade. Não se contentam em serem “queridos”, porém não compreendidos. Além de carinho, eles precisam de respeito a sua liberdade, ao seu corpo. 
Ontem minha mãe contatou um pet shop chamado “Doce faro” para virem pela manha levar o Zeus tomar banho, mas, antes, cortarem as unhas do Pequeno Bolota. Não quisemos mandar ele para o banho para não estressa-lo e, principalmente, porque, como de costume, ele está alvo e, por não ter raça como o irmão, é mais fácil de cuidar. 
Todavia, o cidadão que veio buscar o Zeus, uma hora e meia após o horário marcado, mediante a remuneração de R$ 20,00 foi cortar as unhas do P.B.. Como hoje tenho um cliente que me paga o dobro para atender apenas a ele, eu estava dormindo o sono dos justos. 
Eram quase 10h30min e acordei com os gritos (sim, GRITOS do Pequeno Bolota! Gritos que nunca ouvi, nem quando ele tomou injeção e vacinas!), o cidadão amarrou ele e colocou sobre a mesa da sala de jantar dizendo para a minha mãe que isso era necessário “para a sua a sua segurança e para a do gato”. O gatinho se desesperou, eu acordei e de camisola gritei para ele largar o meu gato. O bichano com uma corda no pescoço correu até a mim, desamarrei e ele se escondeu. 
O cidadão disse que faz isso para não ser mordido, que “se não fosse a corda o gatinho teria mordido ele”. Eu, em tom de voz alto, disse que não, não teria! Eu conheço meu gato e ele deveria ter conversado com minha mãe sobre a personalidade do bichinho. Tanto ele como Zeus sempre gostaram de cortar as unhas e nunca morderiam ninguém por isso, ele só REAGIU a uma privação de movimentos desnecessária. 
Falei que ele não levaria o Zeus e que deveria ir embora da minha casa. A seguir liguei para o pet shop contar a situação e a secretária ou sei lá quem me disse que “o fulano adora gatos”, eu disse que adorar ou gostar não significa nada, o sujeito não entende nada de gatos, do contrário não teria sido tão estúpido. 
Em nenhum dos pets que eles já foram, seja em Passo Fundo/RS ou em Sorriso/MT eles sofreram para cortar as unhas, pelo contrário, as veterinárias (e não um homem nada profissional de 1,80 m, que viu um tigre ao invés de um gato) os chamavam de “lords” e adoravam cuidar deles! A vida é assim com as mulheres também: tem muito macho dizendo que “adora” as mulheres, mas delas não entendem nem da alma, nem da anatomia. Lamentável! 
Zeus a esquerda, Pequeno Bolota à direita:


Nenhum comentário:

Postar um comentário