Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sábado, 24 de dezembro de 2016

Reflexão natalina essencial à todos os preconceituosos, misóginos e a todo ser humano leitor deste site.


Reflexão natalina essencial à todos os preconceituosos, misóginos e a todo ser humano leitor deste site.


Então é véspera de Natal e eu que, neste ano que logo finda, depois de inúmeras frustrações, me tornei "minoria", vítima de misóginos, de mentiras nas redes, de pedras jogadas numa "Geni" que "não foi feita" e nem aceita apanhar ou ser vítima de desrespeito, falta de educação, elegância, simpatia e empatia, tenho apenas para lhes dizer: amanhã é uma data, a Bíblia é um livro, e se você quiser seguir algum exemplo deixado por Cristo (e filosoficamente anterior a ele): não faça ao outro o que dele não deseja. Isso vale mais que mensagens hipócritas, presentes, mimimi "amor cristão" e etc.. 
Antes de ser católico, evangélico, kardecista, umbandista, muçulmano, agnóstico ou o que for, saiba amar e, neste mundo, o amor é sinônimo de RESPEITO!
Enfim, que antes de falarmos de Cristo, aprendamos a não falar daquilo que não conhecemos e de quem pouco ou nada sabemos, que antes de falarmos em valores cristãos aprendamos a não desvalorizar o valor de pessoa alguma, seus sentimentos, virtudes e caráter. Mas, que também saibamos que toda AÇÃO GERA UMA REAÇÃO. 
E se você não está preparado para a segunda, pense mil vezes antes de ser um arrogante metido que dissipa mentiras difamatórias nas redes sociais usando o nome de uma pessoa cuja história você desconhece. 
Cansei de ler em fóruns de baixo nível ou de homens rejeitados por mim: "Nossa como ela é arrogante", diziam-me os misóginos que acham que acompanhante de luxo tem que ter paciência com gente tosca, vulgaridades, desrespeito a horários e impertinências afins. 
Aqueles que acham que a cortesã tem que aceitar tudo do macho, porque ele "acha" que ela só quer grana, então ele paga e ela vira "serva" (pensa com sua tacanhez intelectual). Não, baby, eu não sou arrogante! Eu só não silencio frente ao desrespeito, ao machismo, a agressões verbais mentirosas. 
Eu não sou arrogante, só não tenho que aguentar desconhecido intrometido e inculto dando palpite na minha vida no MEU blog. Não sou arrogante, sou exigente e me valorizo e, ter amor próprio no mundo de quem escolheu viver do sexo, pelo visto, é uma heresia, uma revolução! Dane-se, eu vou à fogueira, mas não calo minha linda boca frente à imbecilidades de ordens diversas!
Enfim, que antes de erguermos as mãos aos céus para rogarmos por algo, que consigamos não apontar nosso dedo para ser humano algum e, se nossa vontade de julgar for grande, que achemos o espelho mais próximo e julguemos o ser que ele reflete.
Que antes de falarmos palavras bonitas e pomposas aprendamos a conhecer o seu real significado e a exercita-lo e que nunca nosso ego seja tal que nos faça esquecer-se do básico: a flecha lançada não volta atrás e ninguém merece ser ferido. Tão importante quanto falar é saber calar, pois. É saber respeitar.

Antes, pois de rituais religiosos desejo que todos, inclusive eu, aprendam e exercitem o não falar ou fazer para o outro o que não desejamos ouvir ou dele "receber". Assim sendo, teremos natais e finais de ano mais condizentes com tudo o que de belo se apregoa nestes períodos.
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 24 de dezembro de 2016.
P.S.: Feliz Natal à todos que sabem amar e respeitar ao próximo! 

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