Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Sobre a audiência, o capitalismo, a hipocrisia e o sol de Sorriso/MT (vide fotos!).

Boa noite meus lindos e queridos leitores!
Sobrevivi à minha primeira ida à capital nacional do agribusiness! A próxima será em junho, audiência de instrução. 
À tarde deu até pra curtir a piscina do hotel, fazer amizade, conversar bastante, reencontrar amigos queridos e verdadeiros e, também, aferir a ignorância de muitos.
Tão logo eu cheguei da audiência, em torno de 09 horas da manha o dia estava chuvoso e nublado, como na imagem abaixo!
 Mas, mudou! E rolou piscina, sol e etc.. para sorte de quem gosta de minhas selfies!




O hotel é legal, se você viajar para o "nortão" acesse http://www.odarasorriso.com.br/.

Depois de meses ontem terminei tomando cerveja com  amigos e novos amigos! Céus! Cerveja, viagem, acordar cedo=ressaca do cão! Hoje eu ia encontrar o meu adorável homem das sextas-feiras, mas ele teve compromisso. Inobstante tal fato, os contatos que me abordaram hoje foram do naipe aferível abaixo, logo dormi umas 5 horas no período da tarde!



Um não sabia triplicar ou achava que teria desconto por míseras 3 horas (aham, vai vendo!), me chamou de "delícia" e o outro é um fetichista que me deu náusea e foi bloqueado sem resposta. Éca, nojento! 

Bem, estão curiosos sobre a audiência? Eu achei uma ótima oportunidade para ver como o capitalismo deu certo! Você (ex-empregada no cargo de professora universitária de inúmeras matérias demitida sem justa causa ou por mais "injusta" que fosse a "explicação") sofre de ansiedade, depressão, disenteria e insônia por ter uma audiência de conciliação trabalhista, em que pese a prática, (apesar do asco que você tem pela "matéria"), já lhe indicasse que nada se resolveria, mas, chegando lá, depara-se com belíssimas e simpáticas prepostas jovens (empregadas da UNIC/Kroton) e que nada sabem do seu caso e com uma advogada que foi sua colega professora na mesma instituição. Ha-Ha-Ha! 
O que para você atingiu a dignidade, o brio, o amor ao magistério/ofício -que lhe tiraram deliberadamente no início de um semestre para garantirem que você ficaria 6 meses na miséria/desempregada- para "eles" não significa nada. Niente! Nadica de nada! 
É a Kroton, a que silencia diante de fraude ao sistema de avaliação institucional apesar de informada, a que instrui e amedronta alunos antes de visitas do MEC e diz que tem "paixão por educar". Bem, talvez no vocabulário deles "educar" signifique ARRECADAR E ESCRAVIZAR. Neste caso, paixão não falta!
E, o que dizer-lhes de como é ir para uma cidade interiorana, onde você morou por menos de 3 anos, após ter sido demitida sem justa causa, se revoltado com a vida e virado acompanhante de alto luxo em Brasília (não "garota de programa" como parte da mídia analfabeta local noticiou na sua série de comentários estapafúrdios e sensacionalistas)?

Bem, há tempos eu percebo o afastamento de pessoas, sobretudo de mulheres que eu acreditava que eram minhas amigas. Os homens, no foro trabalhista, até ex-colegas, me olharam com receio. Cumprimentam-me com receio. Como se eu não fosse mais humana, como se eu fosse violenta-los sexualmente ou algo assim. Qual será o problema das pessoas? Eu sou a mesma! A bem humorada Cláudia, a que exige respeito, a que se impõe e até faz umas piadas sem graça. Eu não virei prostituta de rua, esfomeada, necessitada, desesperada! 
Em menos de 8 meses tenho minha carta de clientes e só atendo mais de 2 homens por dia se desejo e se conheço os sortudos! Não sou uma promíscua, uma maluca. Cobro caro, "namoro" e curto intensamente meus encontros, mas, aquele povo é minha cama por acaso? Estaria eu "pulando" muito em cima deles para lhes deixarem magoadinhos? Ora, o meu caráter não mudou. 
Minha falta de tolerância com a sociedade machista que vê mais competência na obesa, na feia, na amargurada, na insossa, do que na animada e feliz fez-me rebelar. Fez-me resolver viver do que gosto, faço bem, cobro "bem" e, ainda, sou mais valorizada: minha inteligência é mais admirada do que como "mestre" de bunda avantajada, humorada e alegre. Afinal, se eu fosse azeda como limão era legal, estava "de boa" né?! 
O mundo me frustrou e ninguém tem o direito de me olhar torto, de falar de mim pelas costas, quando muitas, eu sei, se vendem ao casamento por carência ou pelos bens do sogro. Depois de ter sido vista nua pela metade da cidade (www.claudiademarchi.com.br para quem ainda não teve o prazer de ver) eu pensei que teria vergonha de pisar naquele pequeno espaço de mundo cheio de gente arrogante e de cérebro oco. Mas, não tive! 
Quem deve ter vergonha é quem ora, reza, se diz cristão, e nunca mais teve uma menção de amizade a mim, desde que mudei de profissão. Quem tem que ter vergonha é quem acha que, indo eu para lá para uma mera audiência, iria topar sair com latifundiário semianalfabeto, grosso e viciado em whisky por R$ 4.000,00 a hora. Eu tenho brio, dignidade e SELETIVIDADE. 
Não trabalhei, conforme dito, naquela cidade que me apresentou ao magistério, me frustrou com uma demissão estúpida e injusta e, ainda, me ofendeu, tratando-me como um ser diferente, como uma "qualquer", porque certamente não lê meu site, não lê noticiais e não sabe nada de mim. 
Porque é preconceituosa e deveria se envergonhar disso, afinal, enquanto a pele de muitas ganha rugas, marcas e seus corpos crescem, a minha fica lisa, meu corpo se afina, meu humor melhora e eu pago as minhas contas tanto quanto possível já que até o meu FGTS foi uma novela para ser liberado
A vergonha, parça, não era minha, ela é sua! Como professora eu sempre postei o conteúdo, corrigia centenas de provas celeremente. Como mulher, tive uns namorados bobinhos, mas "quem nunca"? Agora, se dizer "amigo" e agir como se fosse a cruz e eu o diabo, ah, isso sim é tenebroso! Retome mil casas até antes de Cristo e compreenda/conheça a ética da reciprocidade e, assim, aprenda a ser gente! 
Porque indigno mesmo é cobrar honorários absurdos de gente pobre, afanar dinheiro de cliente e fazer promessas impossíveis. Isso é estelionato, o que eu faço não é crime, sequer é imoral! Imoral é ser preconceituoso e falso. Just it!
Agora vou assistir filmes!
Beijos de luz povo do bem!

2 comentários:

  1. Como vc morei lá de 2013 a 2016, não gosto nem de lembrar de algumas pessoas metidas a rica que chorava por um serviço de 50,00 . Mulheres que chorava desconto enquanto os maridos bebiam esse whisky aikkkkk e ainda por cima ficavam com graça pro meu lado na academia . Se Deus permitir não pretendo voltar lá nem a passeio.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Risos...Eu ainda tenho mais uma audiência, mas conheci poucas e boas pessoas lá, todavia, que as aparência e a futilidade reinam, isso eu não nego! Mas, das muitas coisas boas que conquistei este ano me libertar de uma comunidade de mentes tacanhas, hipócritas e frívolas foi uma! Beijos.

      Excluir