Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Sobre Luiz Carlos Ruas, Jesus, religião e amor ao próximo: para reflexão.

Sobre Luiz Carlos Ruas, Jesus, religião e amor ao próximo: para reflexão.

Jesus, grande revolucionário, não escreveu aquele livro que vocês usam para justificar seu ódio e preconceito e que a "santa" igreja católica, assim como pastores usam para tolher a sua liberdade, lhe dominar, lhe fazer servil e "surrupiar" o seu suado dinheiro. 
Vejamos: no metrô paulista, na noite do último dia 25/12 (esta data lhes lembra "alguém"?), quem seria Jesus? Os homofóbicos que estavam agredindo a uma travesti, que usaram até a infidelidade da esposa como justificativa para a violência ou o vendedor ambulante que, por solidariedade e bondade, foi defender a mulher agredida e terminou morto? 
A religião não está "ligando" o ser humano à Deus, mas lhe aproximando, como sempre, da cegueira, do ódio e da intolerância. Jesus andava com prostitutas, ladrões e demais excluídos, você acha mesmo que ele está ali, ao lado do Malafaia? Do Bolsonaro? Do Feliciano? 
Você acha mesmo que Jesus está ao lado de um Vaticano milionário que não auxilia as crianças na África como, sabe-se, poderia? Você acha que ele está ao lado do pastor multimilionário? 
Você acha que ele está com estes e com todos os demais que falam em "abominação", que dizem "eu não tenho preconceito, mas" (e lá vem o julgamento!) e palavras/termos afins quando ele só falou em "amar ao próximo"?! 
Você acha que Cristo estaria com você pseudo-sociopata crente que me mandou mensagens de ódio e ira ou que quer me converter? Por favor, pensem! 
Eu não tenho e não preciso de religião, me contento em não fazer ao outro o que não desejo que ele me faça. Acredito na ética da reciprocidade e no respeito ao meu semelhante, ao meu diferente e a qualquer ser neste mundo!
Ele só queria que nos amássemos e respeitássemos e nem isso vocês conseguem fazer, pelo contrário, se puderem pegam suas bíblias e batem com ela nas pessoas. Coitados de vocês! Obrigada. (É, e Cristo teria sido morto novamente sob a inércia dos covardes e intolerantes que ainda acham que sexualidade define caráter).

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