Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O primeiro cliente do ano, a objetividade e o whatsapp: UM EXEMPLO!

O primeiro cliente do ano, a objetividade e o whatsapp: UM EXEMPLO!

Tudo o que é primeiro, seja em qual situação for, acaba se tornando inesquecível. Pelo fato de ser o primeiro, se será bom ou ruim, já é algo que depende de outras contingências.
Resolvi fazer este mini-texto sobre o primeiro homem com quem transei em 2017, na verdade, não é "sobre ele" em si, nem sobre quão boa, selvagem, multiorgástica e gostosa foi as nossas duas transas.

É, apenas sobre como uma cortesã/acompanhante de luxo como eu se sente agradada nos contatos recebidos:

1- Me chamou no whatsapp onde aparecia o seu rosto, deu seu nome, NÃO PERGUNTOU nada que não tenha lido no anúncio (a tradicional e analfabeta pergunta: "como é o seu atendimento?" que pode ser saciada se o cidadão ler o que consta no site);

2- Já havia entrado no meu site e visto o valor da hora do encontro;

3- Não ficou usando o tempo para elogiar minha beleza (quem é que vai contatar acompanhante que acha feia? Há uma dedução lógica que o cidadão que nos contata nos achou bonitas!).

Enfim, eu seria plenamente feliz se, além de tarados e bons de pegada todos os homens que me procurassem me abordagem com este nível de objetividade e maturidade:



Ele terminou feliz, eu também, dialogamos bastante e, mais do que uma hora e duas fodas fantásticas, trocamos ideias sobre livros, comportamento humano, filmes e etc.. Surge, pois, uma amizade discreta que pode ser alimentada a cada novo encontro. 

Caras como este são os que atendo. Representam 100% da minha clientela. O resto, realmente, eu dispenso. Mas, ao menos, sou muito, muito feliz na minha profissão e você, também, é?

Brasília/DF, 02 de janeiro de 2017.

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