Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Como fazer um homem de parco Q.E., acomodado e sem muita empatia se apaixonar por você antes de voltar com a "ex" (que ele trai) e para sua relação "meio bosta" e infeliz.

Como fazer um homem de parco Q.E., acomodado e sem muita empatia se apaixonar por você antes de voltar com a "ex" (que ele trai) e para sua relação "meio bosta" e infeliz.

No tutorial de hoje eu vou ensinar as mulheres a fazerem um homem de parca inteligência emocional se apaixonar por elas: 

1- Não se apaixonem pelo cabra! Homem mediano não gosta de mulher apaixonada, porque mulher apaixonada é "chata":  quer exclusivismo, faz pergunta invasiva, sente saudade, quer presença, afeto, notícias, carinho, atenção, mensagem de afetuosidade e preocupação.
Mulheres que se amam demais não servem para esses párias que não sabem o que é apreço, adoração e amor de verdade na vida! Homem mediano gosta da mulher que não tá nem aí pra ele: esposa relapsa, que fica aliviada na sua ausência, pretendente que tem outro no coração. Se bobear até de uma guampa eles adoram! Caem de quatro!
Homens que não se amam, então, não sabem serem amados e, menos ainda, amar! Se sentem "mimimi presos", "mimimi pressionados", só o seu sexo lhes basta, é isso o que eles querem: transar. Mas sexo você acha em qualquer esquina, não é mesmo?! E ele também, até porque tem duas mãos com cinco dedos e um monte de foto de mulher cheia de Photoshop e muda para lhes agradar (omis assim se dão bem com as que não estão ligando para a sua existência, além das mudas, das fotos e afins!).
Desapegue dessa chatice modo hard incapaz de se entregar a qualquer sentimento que não seja egoísta e de colocar-se no lugar de quem não tem o coração oco e a alma pesada, covarde e moralista! Desencana, baby! A vida é linda demais pra empacar com cara complicado e imaturo que, no fundo (e no raso), não sabe o que quer da própria vida e só usa sua inteligência, conselhos e corpo quando convém!

2- Se você fez a merda de se apaixonar por um tipo emocionalmente burro de homem, desapaixone já queridinha! Faça uma lista mental com os mimimi do cidadão, com as mentiras, com os defeitos, incoerências entre o dito e o vivido, carência de brio e de atitude, covardia, comodismo, falta de firmeza, convicções e culhões, vergonha na cara, mais umas mentiras e outras meias verdades e desapega!
Eu sei, bonitona, se você se ama, depois da tal lista mental você vai desapaixonar em questão de horas! Não existem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo pra você perder seu tempo nutrindo sentimento bonito por gente de coração feio e boca grande (pra enganar, iludir, mentir e se fazer de "bem resolvido": "Aiii agora estou livre!"...
Aham! Até a segunda feira chegar!).
Não fique onde você não é amada. Não permaneça próxima a quem faz pouco caso de grandes sentimentos. Não se quede inerte e silente com quem interpreta mal a sua preocupação, carinho e apreço. Algumas pessoas precisam ser ignoradas, porque não se amam e sequer sabem ser amadas.
Elas precisam da sua ausência, de um agir relapso, de sentimentos ditos da boca para fora, afinal, quando sentidos no coração eles geram preocupação, afeto, vontade de ter por perto. Tem gente que não se ama e não sabe ser amado. Compreenda isso e dê-lhes o que de melhor você pode lhes dar: a sua total ausência.

Outro dia falei indiretamente a um indivíduo que ele tem "parca inteligência emocional". O infeliz se ofendeu-se de morte, como se eu o estivesse chamando de asno, de burro, de ignorante! Soubesse ele o que de fato inteligência emocional significa teria me indagado (como cansou de fazer quando minha opinião era útil ou necessária para entender a merda do casamento e vida que leva), ao invés de "quebrar pratos"
Empatia é um exemplo de algo que cidadãos de Q.E elevado tem e neste caso mostraria-se assim: "se até ontem a sua opinião me valeu e impulsionou, porque não dialogar e compreender-te? Me explique o que queres falar-me." Ah, mas falta inteligência emocional pra muita, muita, muita gente! Elas só não admitem, pois são feitas de ego, não de afetos! 
Esses seres querem a amante perfeita, a acompanhante perfeita, a esposa perfeita e estas são aquelas que não se amam e não estão "nem aí" pra reciprocidade, atenção, diálogo e cumplicidade. São mudas, sem tesão, sem paixão e o cidadão acomodado, com pouco brio, coragem, descentralizado do que realmente quer da vida e de baixo Q.E. tem medo da mudança: prefere ficar onde a paixão é escassa do que dialogar, se adaptar e compreender o outro
Até deixo um texto para pessoas com problemas psicológicos afins lerem: http://www.resilienciamag.com/inteligencia-emocional/
Não custa nada procurar terapia e sair do vácuo da bestialidade arrogante!

Cláudia de Marchi

Brasília/DF, 20 de fevereiro de 2017.

10 comentários:

  1. UFA! Como é bom ler textos tão lúcidos! Amei!

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  2. UFA! Como é bom ler textos tão lúcidos! Amei!

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  3. Uaaaauuu que texto! Já pensou em dar cursos para mulheres sobre empoderamento e sexualidade??? Você é fenomenal! #Ficaadica! Desejo muito sucesso!

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    1. Vanessa, sua linda! Obrigada! Claro que sim e pretendo escrever um livro a respeito! Será o primeiro! Aguarde!
      Beijos!

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  4. Amei !! Precisava ler isso muito obrigada Cláudia 😍

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    1. Obrigada! Apesar de aprendermos algumas lições através da dor é sempre bom repassá-las com amor, carinho e humor! Fique bem! Beijos!

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