Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 14 de março de 2017

De dor de garganta à Johnny Cash At Folsom Prison: terça de descanso e escrita!

Boa tarde gente linda!
Hoje me dei folga, acordei com a garganta doendo e só recebi contatos de homens de fala desagradável ou de português vergonhoso.
Sem chance, eu broxo!
Então, estou passando para lhes deixar o endereço do meu site só de crônicas para quando vocês quiserem ler!
não conseguindo acessar pesquisem "Cláudia de Marchi Apenas Ideias" no Google que aparece. "Apenas ideias: desabafo e terapia pelas palavras" é o nome do site.
Ah, e tem minhas passagens no pensador.com: https://pensador.uol.com.br/autor/claudia_de_marchi/
Divirtam-se enquanto descanso um dos meus objetos de trabalho (a garganta!).
Ah, alguém aí e fã de Johnny Cash? Eu sou! Muito! Vou deixar para vocês a cena do filme inspirado em fatos reais em que ele (personagem que o interpreta) grava o show Johnny Cash At Folsom Prison e mostra um copo de água amarela. Sensacional!
Me lembrei dele, pois hoje recebi um e-mail de um cidadão que esteve preso 16 anos nos EUA. Muito educado, por sinal. Até me comovi, mas não o postarei aqui.
Beijos de luz!

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