Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

segunda-feira, 20 de março de 2017

Sou fera, sou mulher e sou só de quem eu quiser!

Eu estava lendo, outro dia, um comentário de um macho broxante num post do meu blog no qual eu narrei um atendimento entediante. Ele, muito "inteligente" que deve ser, disse que o "desempenho modesto" do moço deveu-se ao fato de eu ser muito "bruta" e que ele prefere as "putas dóceis, afinal não precisa ser culta e feminista pra transar" (opinião do nabo em questão, como se eu quisesse saber a sua ideia sobre alguma coisa nesta vida!). 
Ri litros com o analfabetismo funcional do cidadão posto que, a cada 10 encontros, 9,5 são ótimos e estão lá para serem lidos! Ademais, eu só trato grosseiramente os homens que não possuem sequer fineza e elegância na abordagem. Enfim, os que eu não quero receber e não recebo! 
E a misoginia? "Dócil"?! Ah, olha bem pra mim e vê se eu tenho cara de cadela ou gata de rua para ser "dócil"!? Eu sou fera, sim! Mas, me torno uma doçura quando bem domada. O "problema", porém atine a qualidade do domador. Simples! 
Deusmelivre ter cliente que me procura pelo servilismo! Se eu quisesse ser servil e dócil eu procurava um homem rico e casava para ser "bela, recatada e do lar". Deusmelivre (de novo)!

Nenhum comentário:

Postar um comentário