Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 30 de maio de 2017

"CONTRA A MARÉ- minha vida em crônicas e crônicas da vida"- Meu primeiro livro publicado e à venda!



É com muita honra que divulgo aqui o meu primeiro livro cujo lançamento ocorrerá em julho na Livraria Cultura (provavelmente do shopping Iguatemi aqui em Brasília) e, possivelmente, em São Paulo e em outras localidades. 

"Contra a maré- minha vida em crônicas" é um livro de crônicas, muitas das quais retiradas e aprimoradas do blog Apenas Ideias que tenho desde 2007, em que pese eu escreva crônicas desde 2002. O endereço deste blog é www.claudiademarchi.blogspot.com caso alguém ainda não o tenha acessado.

Enfim, ainda não organizei o lançamento e, por enquanto, o livro está a venda na modalidade impressa e e-book neste link: https://www.clubedeautores.com.br/book/234924--Contra_a_Mare#.WWTF9YTyu00 bem como estará disponível na Amazon e na Livraria Cultura, obviamente. 

Deixo-lhes o convite para adentrar no universo desta obra, através de um pedaço de sua introdução:

"Através destas crônicas, de cada opinião, vírgula, questionamentos e pontos o leitor tem acesso há um pouco de mim: de quem fui, do que sofri e das razões pelas quais me tornei a mulher empoderada e liberta que hoje sou
Ou será que a última razão trazida na frase acima não é respondida nesta obra? Não sei se posso ou devo afirmar algo tão pessoal e que. depende da sensibilidade do leitor, da sua capacidade de organização cronológica e de aferir os sentimentos escondidos por trás de cada letra, de cada palavra.
Fato é que fui contra a maré da mesmice, da “falsidade institucionalizada” e do comodismo e cheguei até aqui. Este livro não foi escrito para narrar minha trajetória. Ele foi escrito para quem gosta de temas variados (característica elementar a este gênero literário), bem como de situar-se no “tempo” de quem está por trás das palavras colocadas no papel. Para quem gosta de sentir mudanças sutis, variações delicadas e, também, revoluções intensas.
 Com “Contra a maré” posso lhes dizer que evolui muito. E que foi usando os braços e cada músculo do meu corpo para remar contra a hipocrisia que eu me descobri e me construí mulher. Mulher forte, mulher guerreira que eu nunca imaginei que seria. Foi nos desapontamentos e nas decepções que vivi que aprendi a dar chances somente ao que e a quem merece.
(...) 
Desejo que as crônicas aqui trazidas façam pensar, irritar, incomodar e apaixonar. Desejo que ninguém saia passivamente desta leitura. Desejo que ninguém saia sem sentir alguma emoção forte, seja ela qual for, porque se existe algo de tenebroso para mim, é não ser afetado por algo que fiz, seja uma leitura, seja uma viagem, seja uma relação sexual, seja um relacionamento afetivo, seja um diálogo regado a bom vinho.
Gosto de me sentir tocada e gosto de tocar, em qualquer forma de interação e vivencia. Desejo que, de uma forma ou outra, assim como você escolheu este livro, ele lhe toque e não se torne facilmente esquecível. Muita ambição a minha? Quiçá! Triste vida devem ter os que ambicionam pouco ou nada. Eu quero auxiliar pessoas a libertar-se e a pensarem “além” da caixinha do “socialmente adequado”, logo, se eu conseguir isso com alguém que seja, me dou por realizada.
Sigamos, portanto, contra a maré!"
Cláudia de Marchi



5 comentários:

  1. Cláudia, que notícia agradável. Não pensei que tão cedo tivéssemos um livro teu.Claro que estou ansioso para lê-lo. Afinal, tu escreves tão bem e eu gosto de textos bem escritos. Parabéns. Abraço gaudério.

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  2. Amei o blog , sentindo - se apaixonada por esta mulier ��

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  3. Amei o blog , sentindo - se apaixonada por esta mulier ��

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