Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 25 de maio de 2017

EU NÃO SOU ESPOSA APAIXONADA PARA FINGIR ORGASMO!


Eu sou acompanhante de luxo. Sou cortesã. Não me importa se você é milionário, herdeiro ou o que for. Eu trabalho nisso porque gosto e porque valorizo a minha independência emocional e financeira. 
Não quero ter marido. Não quero ser sustentada, logo, pra mim de nada adianta ostentar qualquer frivolidade que seja. Quero os meus "honorários" e a minha liberdade após as horas combinadas. Mas, sobretudo, eu quero humor e bom trato durante este tempo
A sua esposa pode fingir orgasmo para lhe agradar. A sua esposa pode fazer de conta que você é "gostoso" para lhe agradar. Talvez por amor, talvez por paixão, talvez por medo, talvez por falta de amor próprio mesmo. Eu só faço o que gosto e dou continuidade ao que gosto. 
Você pode ser o advogado "bambambam", o juiz federal "modinha" ou o mega-empresário: não espere "faz de conta" de mim. Eu tenho um diário, eu tenho um site onde narro todas as minhas experiências. Se você acessar e se ver como incapaz de ser, no mínimo, bom, procure outra! 
Se você quer só se satisfazer, não ouse me ligar, ou você vai pagar vinho caro e vai ser dispensado sem dó, porque eu não sou "namastê" para me dar por gratidão ou esmola para me dar por peninha. 
Fica o recado!
(Agora com licença que tenho um pernoite com um cliente bom de pegada e inteligente...).
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 25 de maio de 2017.

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