Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

segunda-feira, 17 de julho de 2017

O estupro oral mediante pagamento dos egoístas.

O estupro oral mediante pagamento dos egoístas.

Ah, o sexo!
Ah, o sexo oral bem feito! Quem não gosta? Fato é que os homens, ultimamente, vem deixando muito a desejar neste quesito, não à toa pesquisas recentes apontam que não existem mulheres genuinamente heterossexuais: ou são bi ou homossexuais.
Infelizmente eu ainda teimo em ser hetero, pois de fato eu acho que opção sexual não é "opção", é sina, enfim, confesso: tem cada macho sem habilidade para nos fazer gozar com dedos e língua que a minha vergonha alheia aumenta em níveis alarmantes!
E, vejam bem: sou cortesã apenas há 15 meses! Falo também de namorados, noivos, maridos e etc.! Mas, não posso deixar de lhes dizer, tive cada cliente "oralmente" incompetente ultimamente que eu só não interrompi a relação ou regurgitei em cima do vivente, porque são tempos de crise e meu estômago estava vazio. Ademais, eu pedi: "Vai com calma ou eu vou vomitar", claro, obviamente eu não iria ficar calada!
Não foram vários, na verdade, mas apenas dois.
Os caras mal sabiam chupar ou masturbar-me, diziam que a camisinha lhes "tirava" a sensibilidade e, nem no anal, (que eu amo de paixão), conseguiam se soltar e aproveitar, eles queriam era oral. Mas, um oral unilateral. Aparentemente nunca ouviram falar de 69 (ainda que tivessem "ouvido" pelo que percebi eles acham que clitóris é uma planta exótica da mata amazônica e vagina de acompanhante de luxo um monstro capaz de abocanhá-los e quiçá matar-lhes!). Ademais, para "ajudar" ambos eram mal dotados. Donos de reles pintinhos que faltavam muito para virarem galos de verdade!
Mas, e o machismo? E a misoginia? E a ideia grotesca, ultrapassada e broxante de que "eu tô pagando, posso tudo"? Beleza, o pagamento foi a indenização por eu ter aguentado um cidadão que, em uma hora não gozava e outro que queria arrombar o meu esôfago, mas ao menos gozou, me fez gozar e compensou os R$ 650,00 investidos.
Homens que não sabem transar, que não sabem aproveitar um corpo esbelto, perfumado, bem cuidado com os melhores produtos do mercado internacional, com baixíssima rotatividade de clientes, deveriam bater punheta ao invés de me procurar! 
Eu acho péssimo sexo sem penetração, sem masturbação, sem oral recíproco, sem sacanagem, sem orgasmo ou feito com pressa! Tô nessa, porque gosto de sexo, não de chupar pinto de homem fazendo biquinho, tamanha a "finura" do membro e incompetência sexual do vivente que nem pra me acarinhar se presta! Eu gosto de sexo com tudo o que tenho direito e repeteco, de preferência!
Teve um outro dia que socou o seu quase-mini-pau na minha garganta como se estivesse comendo uma boceta larga- o que não é o caso da minha, que ele nem provou, pois só queria boca mesmo-  o fetiche dele era oral, mas ele não sabia fazer.
Eu a-m-o chupar, mas não quando o macho empurra a minha cabeça como se estivesse me estuprando, não quando o macho age sem medo algum de eu regurgitar em cima dele, não quando o macho só pensa nele e no gozo que sairá de seu pênis do tamanho do pintinho de um pré-adolescente.
Por que falo de tamanho? Porque nunca senti minha glote arrombada e garganta invadida por um homem bem dotado. Nestes casos eu, vagarosa e docemente faço questão de engolir tudo, o que requer, indubitavelmente, treino e paciência! O que requer que o homem me deixe livre para chupá-lo da forma mais confortável para mim e com desejo, libido, vontade! Esses me matam gozando no oral, no vaginal e no anal! Aquele pau duro, robusto atolado no meu cu, goza horrores quanto tira a camisinha e despeja porra na minha boca.
Mas, os "mediozinhos" ou os "mini" precisam sentir poder de alguma forma e eles fazem isso: metem na garganta da gente com uma força descomunal, como se nós, por nós mesmas, não fossemos fazer isso, mas, claro, respeitando nossos limites e nosso sistema digestivo e garganta.
Eu chamo esses mal dotados broxantes de "estupradores mediante pagamento": eles machucam nossa garganta, nossos lábios (quando carnudos), pois precisamos fazer "biquinho" e fechar muito a boca para chupar paus finos que eles, os "estupradores mediante pagamento" gostam de atolar, com força e quase nos asfixiando na nossa garganta, usando-se dela (da força) para afirmar a sua masculinidade que foi ferida pelo tamanho de seus pênis.  
Sabem, prezados machos, se vocês souberem chupar, acarinhar, beijar e tocar uma mulher, o tamanho do pau de vocês não se torna um problema, mas se vocês são imprestáveis para o básico, lamento, vocês serão criticados!
Por mim, pela moça da festa, quiçá pela sua ex-namorada ou esposa. Tamanho não é documento e nem defeito, desde que você tenha outras habilidades e não seja um egoísta misógino cheio de nojinhos.
Se você paga R$ 650,00 a hora e tem medo de tocar na boceta da mulher que tem um blog onde relata a sua rotina sexual, então, lamento, mas você precisa de um psiquiatra, de um sexólogo e de aulas de como saber foder e ser bom de cama, ou se mata, camarada, porque não há solução para tamanha "broxura" em forma de homem!
Se vira irmão, porque certamente você não é quadrado!
Você está pagando? Porque quer! Tem muita mulher transando de graça e disponível por aí! Fato é que TODAS as mulheres do mundo merecem respeito, da sua esposa à prostituta barata, da freira à devassa: qualquer mulher merece ser tratada com respeito, afetividade e empatia, logo,  se você não consegue fazer isso então você é um doente moral e sexual. Procure ajuda psicológica. 

Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 18 de julho de 2017.

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