Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Do extinto @claudemarchi2 ao machismo em face de uma cortesã empoderada que vai incomodar aos hipócritas até morrer!

Bueno, meu povo, acordei cedo, animada e disposta a falar sobre a perda injusta, não comunicada previamente e, consequentemente, sem direito a defesa que tive do meu Instagram @claudemarchi2. A conta @claudemarchi que perdi em 2016 ocorreu da mesma maneira, sem aviso de conteúdo impróprio e no auge da minha “fama” virtual. Tudo o que eu postei nelas está no meu Facebook (acessem lá o álbum Instagram) e nunca houve banimento ou queixa. 
Qual seria, então, “a questão” vez que além das minhas crônicas, de postagens feministas e esquerdistas, de expor macho escroto anonimamente e de postar algumas fotos minhas (e inúmeras dos meus gatos), eu nunca assediei ninguém, nem fui contra as normas da rede? Eu não sei! Os e-mails que recebi são todos iguais a este aqui abaixo e só me foram remetidos APÓS eu fazer reclamação. 

Eles são genéricos (para não dizer INÚTEIS), em sua “resposta”. Mas, haveremos de convir num ponto: eu incomodo gente de mente tacanha com meus textos, minhas opiniões políticas, minhas profissões, meu anti-machismo, minha independência da aprovação masculina, ainda que sendo cortesã. (Sobretudo por ser uma!) As rejeições a incontáveis homens de todas as classes sociais e estilos assusta e ofende o miserável ego dos machos limitados: eles se identificam com o “coleguinha” e se sentem “linchados” junto com ele (retrato da boa e velha “fraternidade” que patrocina a cultura do estupro, por exemplo!). 
Ouvi, recentemente, (no segundo encontro com mais de 3 horas de duração), de um cliente que “logo eu vou querer parar de trabalhar, porque não faço muitas coisas que as demais fazem e minha lista de exigências é ‘enorme’” (ex-cliente agora, claro! Soubesse eu, antes, como o cabra pensa nunca teria me “dado” a conhecer!). 
Ou seja, a ideia de uma acompanhante de luxo que não sai com casais ou “coleguinha” para satisfazer o falocentrismo masculino, que não participa de “surubas”, que não “atende em domicílio”, que não vai caçar políticos e “abestados” em boates “de luxo”, que não está disposta só a dar prazer, que cobra “bem” e ainda escolhe muito, que dispensa macho feio e/ou analfabeto funcional no WhatsApp e até mesmo pessoalmente se o beijo ou conversas antecedentes a “consumação” do encontro forem ruins, não é socialmente bem recebida num mundo que estigmatiza as acompanhantes/garotas de programa/prostitutas (faço distinção de classes, vide a matéria do início do ano na Folha de São Paulo através do Google ou no link "na mídia" em www.claudiademarchi.com.br) como as que “topam tudo por dinheiro”, ou seja, qualquer macho rejeitado ou mulher anti-feminista enciumada pode ter feito denúncias falsas contra meus perfis. Como dito, eu não tive o contraditório. 
Mas, sabem porquê demorei tanto tempo para fazer este post? Porque, no fundo eu não ligo muito! Vai ter Cláudia de Marchi estudando na Academia, na literatura, no site pessoal e blogs, na cama com quem escolher, no pensador.com, apaixonada e “só” no magistério e na advocacia se um dia quiser e em quantos perfis tiver que fazer, incomodando a sociedade hipócrita e misógina até morrer! A solução para quem está desagradado? Morra antes e seja feliz: aproveite a oportunidade de contribuir com a redução de imbecis no mundo em 2018 e faça do universo um lugar melhor.
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 27 de dezembro de 2017.

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