Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Piada de advogado e "putas" (com adendos)!

Um amigo comentou comigo sobre essa piadinha que recebeu num grupo de WhatsApp e eu que sou cortesã (“puta” para os incultos) há menos de 2 e advogada há 13 anos pedi para ele me repassar e resolvi fazer uns “adendos”.

“O que é ser um Advogado?”
1 – Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas). 
Adendo: Nem toda puta! Eu não agendo nada com estranhos após as 22 horas (a exceção de “pernoite” com cliente já conhecido e cobro R$ 4.500,00). Como advogada, cansei de entrar madrugada adentro fazendo ações e petições ganhando pouco e me exaurindo.

2 – Te pagam para fazer o cliente feliz (que nem as putas).
Adendo: Como puta e com os homens aos quais dou continuidade ao encontro eu recebo para ficar feliz (bem feliz!). Como advogada já deixei gente feliz e não ganhei nem um “muito obrigada”.

3- Você é mais produtivo à noite (que nem as putas)…
Adendo: Como puta só “produzo” a noite quando pernoito. Como advogada e escritora produzo mais à noite, mas pelo menos posso dormir o dia inteiro para descansar.

4- Você é recompensado por realizar as ideias mais absurdas do cliente (que nem as putas). 
Adendo: Como puta não realizo nada que me pareça absurdo. Como advogada, se cheguei a ser recompensada é porque a ideia não era tão absurda.

5 – Seus amigos se distanciam de você e você só anda com outros iguais a você (que nem as putas). 
Adendo: Eu não tenho amigos íntimos e dispenso “política de boa vizinhança” com putas. E com advogados. A maioria das primeiras é fútil, gananciosa e tola, os segundos, em sua maioria, adora contar vantagem e muitos ficam cegos pela ganância, a ponto de agir contra a ética e perder a dignidade, assim como a maioria das putas (são idiotas).

6 – Quando você vai ao encontro do cliente você precisa estar apresentável (que nem as putas), mas quando você volta parece que saiu do inferno (que nem as putas).
Adendo: Estar “apresentável” é o mínimo para ser qualquer coisa no mundo. Como puta eu só fico com aparência de quem “saiu do inferno” (descabelada e rubra) quando o encontro vale a pena. Como advogada o mesmo só ocorre quando a gente passa raiva.

7 – O cliente sempre quer pagar menos e quer que você faça maravilhas (que nem as putas). 
Adendo: Como puta e advogada: este não é o tipo de cliente interessante!

8 – Quando te perguntam em que você trabalha, você tem dificuldade para explicar (que nem as putas). 
Adendo: Não é ilícito para haver dificuldade de explicar. Simples: “Sou acompanhante de luxo, advogada e escritora, não necessariamente nesta ordem”.

9 – Se as coisas dão erradas é sempre culpa sua (que nem as putas). 
Adendo: Quando você é dedicado e competente e algo dá errado a culpa é sempre do cliente, mas por ser “dele”, ele coloca em quem quiser. Em você, no caso.

10 – Todo dia você acorda e diz: "NÃO VOU PASSAR O RESTO DOS MEUS DIAS FAZENDO ISSO" (que nem as putas). 
Adendo: Se isso ocorre todo dia você não é feliz como puta ou advogada.
Então meu amigo se você não é puta, provavelmente trabalha como advogado.
O pior é que a gente gosta (que nem as putas)…
Adendo: Se não for para gostar, basta deixar de fazer.

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