Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Sobre a minha deliciosa doçura.

Macho faz pergunta idiota, demonstra que não pensou nem 30 segundos antes de mandar mensagem “elogiosa” (como se isso fosse “comovente” ou você precisasse ser envaidecida), você responde de maneira objetiva, lógica e sem acarinhar o ego do cidadão em questão, logo vêm outros “portadores de testículos”:
“Nossa, por que ser tão ‘áspera’?”
“Delicada igual coice de mula...rsrsrs...”
“Não pode ser grossa ‘cozomi’, porque ‘ozomi’ não gosta se mulher assim...”
“‘Seje’ mais doce...”
“Que mal educada!”
Se o cara manda mensagem de madrugada, faz elogio “bagaceira”, é deselegante, não respeita o seu estilo e postura e, ainda, não demonstra a habilidade mínima de ler um anúncio ou acessar o seu site e você lhe dá uma resposta que o coloca no seu “devido lugar” (que é bem longe do seu número de telefone e corpo), a mesma coisa vem dos outros machos:
“Grossa!”
“Estúpida!”
“Vai ‘falir’ tratando ‘ozomi’ assim...”
“Você ‘se acha’! Convencida, arrogante!”
Aham, porque pra vocês mulher tem que ser sempre solícita, didática, pacífica, disposta a entrar em conversinha “mimizenta” para não quebrar o ego de cristal do seu coleguinha, com o qual você tem empatia, certo?!
Qualquer resposta racional da mulher é, para vocês, “ácida”, “seca” ou “áspera”, porque a “mulher querida”, a “mulher boazinha” e a “mulher doce” tem que encher a boca de água e engessar os dedos para não lhes responder sucinta e objetivamente, certo?!
Entendi. Entendi muito bem!
Ainda bem que eu estou me lixando para a sua opinião sobre a minha conduta. Homem que pensa como você nem merece ser chamado de “homem”. (Ops, eu disse “pensa”?).
Quer conhecer a minha versão verdadeira? A “sweet”, carinhosa, educada e, inclusive, “viciante”? Seja e demonstre-se inteligente e culto, seja e demonstre reverência, seja e demonstre-se educado e fino, sem ser “bajulador”. Seja e demonstre charme e elegância (tão ou mais importantes do que mera beleza física, o que também me interessa!) e, então eu me apresento. Sem isso, “nada feito”: engula resposta azeda como o seu bom senso ou se afogue num pote de mel, já que quer doçura!
Tô nem aí! LicMacho faz pergunta idiota, demonstra que não pensou nem 30 segundos antes de mandar mensagem “elogiosa” (como se isso fosse “comovente” ou você precisasse ser envaidecida), você responde de maneira objetiva, lógica e sem acarinhar o ego do cidadão em questão, logo vêm outros “portadores de testículos”:
“Nossa, por que ser tão ‘áspera’?”
“Delicada igual coice de mula...rsrsrs...”
“Não pode ser grossa ‘cozomi’, porque ‘ozomi’ não gosta se mulher assim...”
“‘Seje’ mais doce...”
“Que mal educada!”
Se o cara manda mensagem de madrugada, faz elogio “bagaceira”, é deselegante, não respeita o seu estilo e postura e, ainda, não demonstra a habilidade mínima de ler um anúncio ou acessar o seu site e você lhe dá uma resposta que o coloca no seu “devido lugar” (que é bem longe do seu número de telefone e corpo), a mesma coisa vem dos outros machos:
“Grossa!”
“Estúpida!”
“Vai ‘falir’ tratando ‘ozomi’ assim...”
“Você ‘se acha’! Convencida, arrogante!”
Aham, porque pra vocês mulher tem que ser sempre solícita, didática, pacífica, disposta a entrar em conversinha “mimizenta” para não quebrar o ego de cristal do seu coleguinha, com o qual você tem empatia, certo?!
Qualquer resposta racional da mulher é, para vocês, “ácida”, “seca” ou “áspera”, porque a “mulher querida”, a “mulher boazinha” e a “mulher doce” tem que encher a boca de água e engessar os dedos para não lhes responder sucinta e objetivamente, certo?!
Entendi. Entendi muito bem!
Ainda bem que eu estou me lixando para a sua opinião sobre a minha conduta. Homem que pensa como você nem merece ser chamado de “homem”. (Ops, eu disse “pensa”?).
Quer conhecer-me verdadeiramente? A “sweet”, carinhosa, educada e, inclusive, “viciante” Cláudia de Marchi? Seja e demonstre-se inteligente e culto, seja e demonstre-se respeitador, seja e demonstre-se educado e fino, sem ser “bajulador”. Seja e demonstre-se charmoso e elegante (características tão ou mais importantes do que a mera beleza física, o que também me interessa!) e, então eu me apresento. Sem isso, “nada feito”: engula resposta azeda como o seu bom senso ou se afogue num pote de mel, já que quer doçura!
Tô nem aí! Licença.

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