Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Da profissão e fama dos clientes ao lucro: as mentiras que as prostitutas contam em programas televisivos.




Ontem eu sofri enxovalhos após postar na internet um print onde insinuo a diferenciação entre “GPs”, prostitutas e acompanhantes de luxo e que não sou “nômade” (viajante a caça de clientes). Tive o meu feminismo questionado de forma agressiva por meninas com idade para serem minhas filhas e muito “cheias de si”. Nada incomum desde a minha primeira “aparição” no RD News, G1 (Globo.com) e Zero Hora em 2016, assim como, em 2017, com a Folha de São Paulo, Uol, Sputnik e mais 2 vezes no Catraca Livre.
Fui destaque em tabloides internacionais como, por exemplo, o The Sun e o Daily Mail, mas apenas no mês passado “apareci” na RedeTV e, desde então, constato diariamente o que eu já sabia!
Ao longo do dia de ontem me extenuei com várias ligações de homens que não são capazes de ler um site ou anúncio. Um, inclusive, disse ser deputado e ainda, me contou sua cidade, como se isso fizesse diferença para mim! Disse-lhe o que digo para qualquer homem deste mundo, independente da fama, nome ou ofício: “Me contate por WhatsApp, não agendo encontros sem que eu ache o pretenso cliente atraente e para isso preciso ver foto.” Sou advogada, me tornei acompanhante porque não quero filhos e amo sexo. Ou seja: eu não tenho nem “semblante” de quem divulgue com quem se encontra, até porque, compartilho de afinidades e respeito com os homens com os quais me encontro. Prezo pela minha individualidade, respeito ao próximo e, claro, profissionalismo, mas, quanto a este último, creio que todas digam o mesmo!
O fato é que a maioria das prostitutas que aparece em programas televisivos MENTE sobre o quanto ganha, o quanto cobra e, mais, expõe seus “clientes”, alegando que são ministros, políticos e etc., demonstrando que não os “tem”: se elas tivessem tais cidadãos como clientes teriam o mínimo de bom senso em não contar isso em rede nacional pena de assustar, perder o cliente e possíveis colegas do mesmo, afinal, nenhum homem casado e/ou “bem sucedido” quer correr o risco de ser “pego” com as calças na mão! Sigilo, discrição e elegância são fundamentais para ser cortesã! Como elas mentem muito os homens menos espertos creem que todas fazem o mesmo e ligam para me “especular”, porque não creem no que viram e ouviram no SuperPop ou leram no www.claudiademarchi.com.br. 
Vejam, por exemplo, o contato abaixo, que armazenei como "Ridículo do Amigo", porque sem sequer me conhecer, contou-me o cargo e local de trabalho do seu "amigo" e, sem ter visto o valor que cobro (acima da média aqui em Brasília), pediu para eu cobrar mais do tal cidadão para quem, segundo ele, passou o meu site. 
Ele praticamente INSISTIU, para eu cobrar mais do infeliz que ele, o ridículo, chama de "amigo"! 







Analisem comigo: ele contou o cargo do cidadão deduzindo que eu iria me deslumbrar e, portanto, aumentar o valor da hora por esta razão.

Ocorre que eu jamais faria isso, por uma questão de caráter, ética e predileção: sou acompanhante porque quis unir o agradável ao útil. Não me interessa a profissão do meu cliente, suas posses, seu sobrenome, seus "teres e poderes", seu credo ou posição política (apesar de eu achar esquerdistas muito interessantes e desprezar "bolsominions"!), a mim só apetece a boa aparência, a jovialidade, a educação, a cultura, o bom trato e, claro, a "pegada" gostosa! 
Acima está uma prova do quão baixo nível as mulheres podem ser neste "meio", a julgar pela dedução deste e da maioria dos bípedes circunstanciais que me abordam, qual seja, a de que "todas as 'putas' são iguais: oportunistas, interesseiras e deslumbradas" (ou seja: intelectualmente medíocres).
Enfim, venho sendo tão incomodada por telefonemas de imbecis indagando-me sobre o valor do encontro sexual comigo (que eu disse no programa de televisão para a Luciana Gimenez, está no meu anúncio no Belas 61 e aqui no meu site!) que, a partir de hoje, coloquei em prática uma resolução: NÃO ATENDO MAIS LIGAÇÕES TELEFÔNICAS! Já que só marco encontros com homens que eu ache atraentes e que sejam informados a meu respeito, já que além de ter fama eu tenho um site com informações sobre mim e um diário com cada um dos meus encontros, não há necessidade alguma de "conversar" por telefone. Ou o cidadão me chama no WhatsApp ou jamais irá me conhecer! Ligações telefônicas eu só atenderei de homens que já conheço e dos meus familiares. 
Mas, quem leva pedradas por criticar o proceder das profissionais falsas, gananciosas e de péssimo nível intelectual e moral (tivessem o mínimo de decência, fineza e inteligência NÃO mentiriam!)? Eu, claro. A que não usa pseudônimo. A que deu a cara a tapas. Critico as demais e me chamam de “sem empatia”, de não ser feminista. Mas, eu sou. Meu feminismo, meus ditames. Às vésperas de fazer 36 anos sei muito bem o que é ser feminista, mas também sei o que é imaturidade, mau-caratismo, mentira e “interesseirismo” vão! Sei o que é lutar contra a maré da misoginia e da subestimação, porque uma gama de mulheres estúpidas vale-se da sua pseudofama para contar falácias em rede nacional!
Feminista sim, defendendo mulher sem vergonha na cara, jamais! Aceite que dói menos ou deixe de me “acompanhar”, porque eu não falo do que não sei, não vivenciei ou não conheço. Sou transparente, franca e idônea. Não preciso de mentiras para me manter, não preciso de garotas com idade para serem minhas filhas me apedrejando na internet, sendo que não sabem NADA, absolutamente NADA a meu respeito.

Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 03 de abril de 2018. 

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