Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Se amar e puder: case!

Se amar e puder: case!

Hoje eu faria 9 anos de casada e este post é para dizer o seguinte: casar é legal! Case, como eu, só no civil se você desejar! Sim, case, mas só se case apaixonada! Muito, muito apaixonada. Do tipo que acha que o seu amor vai ajudar o outro, que vocês são almas gêmeas, que nada irá lhes separar, que você só será feliz na companhia dele, que ele é único, que vocês envelhecerão juntos, que você será paciente, que ele lhe merece, que ele é bom, lindo, inteligente e “gostoso”! Que ele é sua “versão homem” e o melhor sexo da sua vida e que seus filhos terão os olhos do pai. 
Case confiando em tudo que ele lhe diz, case confiando nele, confiando muito! Case com um sorriso enorme nos lábios! Não, não importa que nada disso venha a ocorrer, não importa que isso seja demasiado romântico, irreal e até meio “insano”! O casamento só se justifica quando você se casa com tais ideias em mente. Pode durar 1 ano ou décadas, se for para casar você tem que estar muito, muito apaixonada! 
Cega? Talvez, não importa. Da “realidade” o dia a dia se encarrega, mas um casamento para existir carece de amor, muito amor! Case, se apaixonar-se muito, case! Se você se desiludir, se você descobrir que, apesar do seu amor, você quer outra coisa em sua vida ou que o romance morreu na primeira década do casamento, divorcie-se! 
Terá sido bom enquanto durou e você mudará de estado civil. Ser “divorciada” é elegante, soa bonito e, significa, por exemplo, que você já amou tanto que até o sobrenome você mudou! Você nunca mais será solteira, ainda que nunca mais se case. Chique, né?! Então, se amar e puder: case! 
(Mas só se case com separação TOTAL de bens, para que ninguém diga que você “se deu bem” em caso de divórcio. Nisso eu errei, não cometa o mesmo erro!)
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 03 de abril de 2018.
À esquerda o casamento civil e à direita foto da recepção dos familiares e amigos íntimos.

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