Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Sobre o meu asco de homem desinformado e de menosprezo moral e intelectual.

Sobre o meu asco de homem desinformado e de menosprezo moral e intelectual.






Obviamente eu me tornei acompanhante de luxo, porque eu gosto de "partes" das relações heterossexuais (lamentavelmente, não sou "bi") de forma, digamos, "mais avantajada" do que boa parte das mulheres da minha geração. Gosto de muitas coisas sexual e intelectualmente falando, mas, subestimação da minha integridade ética, moral e profissional? Não aceito e nem nunca irei aceitar! Gostar de sexo e não desejar ter "um amor" e "uma relação" com um único cavalheiro não me faz desmerecedora de respeito por parte de pessoa alguma, enfim. Não admito, pois me relacionar com um homem que não se presta a pesquisar um pouco sobre a mulher que deseja encontrar para saber com quem está lidando merece o que o cidadão aí tem "medinho": cair nas mãos de acompanhante mau caráter! E sabe porque essa subespécie de "profissionais do sexo" obtém sucesso em suas “empreitadas” desonestas? Porque todo macho metido a esperto é burro. Esse, por exemplo, faria o check-in no hotel comigo, pois eu o buscaria de Uber no aeroporto! Logo, eu daria um jeito de ver o sobrenome. E se eu fosse a acéfala desonesta que ele teme? O “pseudocuidado” dele só teria servido para o seu ego imbecil se iludir por alguns dias. 
Enfim, por que não se informou? Há um anúncio meu na internet. Há um site com meu nome. Existem entrevistas para jornais nacionais, matérias em tabloides internacionais e participação em programa de TV, ainda este ano (SuperPop, 28/03/18). Há um diário, tutoriais e crônicas. Até o currículo lattes e o número da OAB/RS (de 2005) se usar o Google! Consegue descobrir até o meu sobrenome "de casada", pois estava no meu registro até ano passado! 
Eu estou aqui porque quero, porque me sinto bem e feliz, apesar de estar cada vez mais exigente e seletiva com novos clientes. Mas, por mais educado ou charmoso que um homem possa me parecer, está para nascer um que eu consiga olhar nos olhos após a minha inteligência ser ofendida. Não tolero. Não relevo. Dinheiro é bom, mas fazer sexo por prazer é melhor ainda! E depois do ranço da ofensa intelectual e moral, nada resolve. 
Esse, como eu escrevi, (apesar de ter sido traída pelo corretor), vai inaugurar o rol dos imbecis do meu terceiro livro, mas antes virará crônica no meu blog, porque comigo, quando o homem me menospreza e tem medo de ser exposto como cliente é que ele é exposto, pois não será meu cliente nunca! Os meus clientes eu protejo a 7 chaves, os machos escrotos, desinformados, misóginos, sem seletividade e pseudoespertos eu exponho: quem mandou não se informar?! Agora foda-se! (Sozinho ou com outra).

Brasília/DF, 03 de maio de 2018.
Cláudia de Marchi

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