Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Por que eu odeio a expressão “atendimento”? (Texto com selfies indecorosas)

Por que eu odeio a expressão “atendimento”?

Desde 2016, após cada matéria sobre mim, da Globo.com (G1), Catraca Livre, Zero Hora e demais jornais, revistas e sites em meados de 2016 à Folha de São Paulo, Uol, The Sun, Daily Mail, dentre tantos tabloides internacionais em 2017 até, semana passada, novamente o Metrópoles e, nesta segunda-feira o Universa do Uol e notícias do Bol, sempre chovem contatos abjetos de homens analfabetos funcionais que, pelo teor do que me escrevem, creio que não tenham compreendido o que leram nas matérias e no meu site ou duvidam do que o que eu falo nas entrevistas, televisivas ou escritas, sobre a minha seletividade.
Então, como "bons" machistas burros (com o perdão da redundância, afinal todo machista é intelectualmente defasado) que são, optam por "experimentar" foras homéricos (em breve faço um texto com os prints) falando o que desejam e "ouvindo"/lendo o que não desejam, para, enfim compreenderem que sim eu escolho meus clientes e que não, eu não sou uma acompanhante barata e, se dependesse da grande maioria dos meus parceiros está "passando da hora de eu  dobrar os valores que cobro", porém não o farei (ainda).
O que incomoda aos machistas continua sendo o fato de uma mulher com mais de 30 anos decidir exercitar a sua sexualidade colocando um valor razoável na hora da sua companhia e, mais: só fazer o que LHE dá prazer, SENTIR prazer e GOZAR de bons momentos UNICAMENTE com homens que lhe aprazem, da inteligência, perspicácia, abordagem à aparência.
Eu sou uma acompanhante de luxo totalmente diferente de todas as que existem por tais fatos e, por, sobretudo, não ter a mínima vergonha do que faço e, obviamente, não ter receio algum em mandar machos arrogantes, misóginos e sem noção de finesse e objetividade educada para os seus devidos lugares: bem longe de mim, usufruindo da companhia de "acompanhante" que cobra menos da metade do que cobro e que faz aquele sexo mecânico, sem graça, que não tem cultura para entabular um diálogo decente e que se veste de forma absurdamente vulgar e deselegante sem sequer saber conjugar verbo com sujeito.
Eu não sou uma mercadoria.
Eu não sou um corpo.
E meu corpo é amado por mim, pois ele não foi feito para agradar a ninguém que não seja EU mesma.
Eu não vendo meu sexo ou meu corpo.
Eu "alugo" o meu tempo, a minha hora. Usufrui da minha companhia tendo o melhor de mim, quem gosta, quem quer, quem pode e, sobretudo, quem ama sexo feito com entrega, com prazer, sem pudores, sem lubrificante, sem "brinquedinhos", sem gel "pra isso", gel "pra aquilo", porque quando a gente tem tesão na transa nada disso é necessário. 
Sou uma mulher inteligente, bem letrada, culta e que sim, se acha linda e resolveu vivenciar a sua sexualidade unindo o agradável ao útil e isso gera mais ódio no "brasileiro médio" (e medíocre) do que ser governado por um golpista elitista.

Sabem por que eu odeio a expressão “atendimento”? Porque mecaniza o que eu faço e se tem uma coisa que não há nos meus encontros é fingimento, elogios falaciosos e "mecanicidade". Há envolvimento partindo de beijos, atração e simpatia mútua, pois se um deles estiver ausente eu não prossigo, afinal quem me acompanha conhece o meu lema: “perder dinheiro sim, a dignidade nunca”. Eu acharia dificílimo ter apreço por mim mesma, paz e orgulho próprio se eu “atendesse” vários homens por dia com o fim de satisfazer à eles não à mim, ainda que "enchesse" meus bolsos. 
Quando eu tinha escritório de advocacia eu “atendia” clientes. Eu podia estar meio down, exausta, gripada, sem ânimo, mas estava ali, solícita dando informações jurídicas acerca de processos em trâmite ou futuras contendas judiciais. “Atender” é isso: típico de profissionais liberais, vendedores, garçons, lojistas e etc.. “Ah, mas você é uma profissional liberal”. Como advogada, sim eu sou. 
Ser acompanhante de luxo é, para mim, uma forma de exercitar minha sexualidade e afetividade sem compromisso, promessas de amor eterno, planos e amor romântico então, não, eu não “atendo”, eu marco encontros que podem ou não prosseguirem dependendo da “pegada” do parceiro. (Aceitem machos, aceitem que dói menos!)
Eis que, de tanto ler asneira e ser assediada por homens de baixíssimo nível intelectual de todo o Brasil eu precisava tomar sol, reenergizar-me e, claro, me afastar do celular e foi o que fiz nestes dias aproveitando o delicioso Royal Tulip, em minha opinião, o melhor hotel da cidade.
Cá estou, mais leve, mais feliz, inclusive reconciliada com meu amado pai com o qual discuti recentemente por conta de problemas mal resolvidos entre ele e minha protegida mamãe. Enfim, estou plena e feliz, portanto deixo-lhes umas selfies que, como de costume me revelam sem maquiagem e sem photoshop apenas eu, de batom ou não, ao natural.
Divirtam-se, afinal nem só de desabafos, crônicas e narrativas dos meus encontros sexuais se faz este site!






































































Brasília/DF, 13 de julho de 2018.
Cláudia de Marchi

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