Faz quase uma semana que cheguei do Rio e, apenas agora, consegui um tempo para escrever-lhes! Meu notebook ainda não foi consertado, pelo visto a recuperação dele será uma das boas novas do ano que em breve chega. Bem, tive dias felizes no Rio, em que pese o meu final de semana acompanhada não tenha terminado muito bem. No domingo o cidadão com quem eu estava aniversariava, neste dia, falou com o filho e netinhos por chamada de vídeo e mostrou-me à todos, como se eu fosse uma provável namorada. Mais tarde, ao falar com a mãe, falou de mim dizendo que ela iria me conhecer. Ele é solteiro, nunca foi oficialmente casado. Não quis interpela-lo para não ser rude, era o dia do seu aniversário. Segunda-feira fui para o hotel respirando o doce ar da liberdade! Não sou mais acostumada a ter um homem sem ser para sexo. Não quero homens para nada além de prazer físico: sexo. Justamente por isso precifico a minha hora. Se eu quisesse namorar ou casar novamente eu não seria cortesã. Estaria de boa advogando. Ser acompanhante foi um divisor de águas na minha vida, foi como brindei a ideia de não querer homens para nada que não seja bons orgasmos e assuntos profícuos. Bem, a experiência de estar com um cara por um final de semana, em sua casa, não em hotel, terminou mal. Sábado e domingo ele me confessou amor, segunda-feira, após eu dar-lhe vácuos em áudios e mandar-lhe uma mensagem, surtou e começou a me mandar e-mails tragicômicos ofendendo a mim e, até meu pai e mãe.
Bloqueei seus e-mails e toda forma de contato, o cidadão mostrou-se um esquerdomacho de quinta categoria. Os dias que sucederam o final de semana, segunda, terça-feira e quarta tive uma companhia maravilhosa todas às noites! Me realizei ao seu lado, sexual e intelectualmente. Durante os dias tomei sol, passeei fazendo turismo gastronômico e etílico, além, claro, de uma passeada deliciosa na Livraria da Travessa do Barra Shopping. Apesar de ter ganhado o delicioso “Essa Gente” do Chico Buarque do parceiro que se apaixonou e logo tratou de virar “hater”, comprei “O fascismo eterno” do Umberto Eco, que eu só li virtualmente (sou fã de exemplares “físicos”) e “O que os donos do poder não querem que você saiba” do sensacional Eduardo Moreira, economista renomado e também autor de “Desigualdade”. Cheguei em Brasília quarta-feira à noite e de lá pra cá só fui contatada por pretensos parceiros patéticos. Prefiro manter meu corpinho intocado! Bem, posto algumas fotos que já publiquei no @claudiademarchi.escritora:
Na noite de sexta-feira pedi uma pizza na minha pizzaria preferida sábio e recebi de presente uma long neck da minha cerveja preferida, acompanhada de um cartão adorável. Não sou fiel cliente da Pizzaria Tri Legal em vão, mas tal gesto provou a mim mesma o quão certa estou no propósito de só manter-me cliente de empresas que têm diferenciais e, neste aspecto, não falo apenas da qualidade e do preço justo, falo do bom trato a seu cliente, falo em conhecer quem é o seu consumidor e demostrar o quão especial ele é! Poucas são as empresas e os profissionais liberais que conheço que agem com tal esmero. E falo aqui daquelas que frequento sempre: manicures, cabeleireiros, depiladoras, esteticistas. A maioria parece não se importar com um fato que, pra mim, é uma das delícias do capitalismo: a concorrência. O mesmo serviço que você faz, centenas fazem, companheira! Algumas cobram mais, outras menos, algumas são melhores, outras piores, mas não faltam opções para quem quer fazer a unha, as sobrancelhas e manter a pepeca bem depilada. E, nesse ano, já tive manicure que eu ajudava há anos tirando pedaços dos meus dedos e cutícula na pressa para atender mais clientes; já tive depiladora reclamando da economia e dizendo que, “apesar das bobagens racistas e homofóbicas que o presidente já disse esperava um avanço econômico” mesmo sabendo que sou contra o Bolsonaro desde antes de ele se candidatar à presidência; tive pedicure mal educada que reclamava do meu dedão do pé como se isso fosse “endireita-lo”; tive uma que dizia (orgulhosa) que não gostava de ser manicure, gostava mesmo da carreira que ela ainda não tem, mas que estava estudando para ter; outra, crente que só sabia falar da sua igreja e do quanto queria casar para sair da casa da mãe (aparentemente a guria vive na década de 40!), me disse que “não sabia se a frase ‘bandido bom é bandido morto’ tem muita razão” (uma moça cristã!); tive outra que só sabia falar de futilidades e de macho e fazia tudo correndo; tive uma outra depiladora invasiva e que, mesmo passando diariamente em frente à loja da minha mãe nunca prestou-se a entrar para conhecer e prestigiar o trabalho que ali é feito. Questão básica de sociabilidade e valorização da comunidade. Aliás, sendo a Vila Planalto um bairro minúsculo, acrescentei isso a minha lista do “o meu dinheiro essa pessoa não ganha”: não vai visitar a loja para, pelo menos conhecer, eu dispenso seus serviços. Vou ao shopping me depilar, mas numa comunidade pequena, não ir prestigiar o comércio de uma cliente em potencial me causa certo asco. É falta de esperteza e, tanto eu quanto o capitalismo, odiamos profissionais burros, que não têm “jogo de cintura” para fazer “social” em prol do próprio sucesso. Por exemplo, em minha ida ao Rio, dentre vários locais, fui conhece o Bar do Omar, lugar adorado pelos meus companheiros de esquerda. Marquei o local no Instagram (stories) e ninguém respondeu. E não, não há essa obrigação disso, mas todos os demais locais que citei no Insta (Tragga Restaurante do shopping Vogue, Gula Gula do Rio Design, Clássico Beach Clube da Barra, Pesqueiro da praia da Reserva e etc.) agradeceram a preferência, no mínimo. Tal bar que, por sua vez, de todos é o mais “ativo” em suas redes, não deu nenhum retorno em forma de agradecimento ou algo afim. Síntese? Voltarei ao Rio, mas vou ao Belmonte no Leblon e em todos os locais que citei na Barra, mas não ao Bar do Omar, que, inclusive deixei de seguir, porque ser antifascista significa bastante pra mim, mas ser bem tratada como cliente é muito mais importante! E sim, em 2019 não podemos olvidar da importância que as redes sociais têm em aproximar as pessoas. Recentemente, quando eu eu lia o supracitado “Desigualdade” do Eduardo Moreira, citei-o num post e ele comentou! Logo, mesmo tendo ganhado o novo livro do Chico, acabei indo à Livraria para comprar outro livro do autor (O que os donos do poder não querem que você saiba). Já citei Jesse Souza, Regina Navarro Lins e outros no meu Instagram, nunca fizeram nenhuma manifestação de afeto, Eduardo fez. A deputada federal gaúcha Fernanda Melchionna também é exemplo de uma ativista que responde seus seguidores, Marcelo Freixo e Paulo Pimenta, a menos a mim, sempre ignoraram. O que isso significa? Deixarei de lê-los? Deixarei de apoiar os políticos citados? Não, nunca. São bons no que fazem, mas não são bons na valorização da sua “audiência”. Se eles fossem restaurantes, pizzarias, manicures e depiladoras, porém, o meu dinheiro eles não veriam mais. Atualmente eu só uso o meu sagrado dinheirinho com empresas e profissionais que não tem só o gabarito da qualidade de seus produtos e serviços, mas que sabem valorizar quem lhes mantém: a clientela. Já que vivemos numa sociedade capitalista devemos aproveitar a competitividade e concorrência existentes para incentivarmos aqueles que se destacam em todos os aspectos. Eis o que venho fazendo e continuarei a fazer ano que vem! Bem, sobre bom sexo e papo, espero ter um bom encontro para narrar-lhes aqui em breve, pois do Rio, fica a síntese: o sexo foi sempre delicioso, mais “ao fim” do que no início da estada. Tenham uma linda terça-feira! Beijos de luz!










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